Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024
Um homem de 57 anos de idade com histórico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica e hipertensão arterial bem controlada com losartana 100 mg por dia,e que deixou de fumar há 2 anos após 50 anos de tabagismo (50 maços-ano), apresenta-se no ambulatório com uma queixa de dor lombar crônica persistente há 2 anos. Ele relata ter sofrido uma queda da própria altura durante o banho, que resultou em uma dor intensa e súbita, acompanhada por uma limitação significativa dos movimentos. Isso o levou a se afastar do trabalho por um período de 7 dias. Embora tenha retomado suas atividades laborais, continua a experimentar dor lombar constante que, por vezes, o acorda durante a noite. O paciente menciona ter buscado assistência em múltiplos prontos-socorros, onde recebeu apenas tratamento sintomático. Ele faz uso de anti-inflamatórios, que proporcionam algum alívio, mas não resolvem o quadro. Além disso, recorre ao tramadol esporadicamente. Embora relate ocasional tosse, foi sua significativa piora na dor lombar na última semana que o levou a procurar atendimento médico particular. Nesse atendimento particular, foram solicitados exames complementares, um de imagem e um laboratorial, cujos resultados estão apresentados abaixo.Considerando o quadro clínico exposto bem como os exames complementares e seus diagnósticos diferenciais, julgue o item.Caso o paciente em questão apresentar uma súbita intensificação da dor, especialmente aquela que o acorda durante a noite, juntamente com déficits motores, alterações no nível sensitivo ou anestesia em sela, isso configura uma emergência característica desse quadro cujo exame padrão-ouro para a investigação é a ressonância magnética da coluna lombar.
Dor lombar + déficits neurológicos, anestesia em sela, disfunção esfincteriana → Síndrome da Cauda Equina = EMERGÊNCIA.
A Síndrome da Cauda Equina é uma emergência neurocirúrgica que requer diagnóstico e tratamento imediatos. Embora a dor lombar crônica seja comum, o surgimento de déficits neurológicos progressivos, anestesia em sela e disfunção esfincteriana indica compressão das raízes nervosas e exige investigação urgente com ressonância magnética.
A Síndrome da Cauda Equina (SCE) é uma condição neurológica rara, mas grave, caracterizada pela compressão das raízes nervosas na porção distal da medula espinhal, abaixo do cone medular. Embora a dor lombar seja uma queixa extremamente comum, a SCE representa uma emergência médica que exige reconhecimento e intervenção imediatos para prevenir danos neurológicos permanentes. Os sinais e sintomas clássicos da SCE incluem dor lombar intensa, anestesia em sela (perda de sensibilidade na região perineal, glúteos e parte interna das coxas), disfunção esfincteriana (retenção urinária, incontinência fecal ou urinária) e déficits motores ou sensitivos nas extremidades inferiores, frequentemente bilaterais. A suspeita clínica é crucial, e a ressonância magnética da coluna lombar é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico e identificar a causa da compressão. O tratamento da SCE é cirúrgico e visa à descompressão urgente das raízes nervosas. O prognóstico está diretamente relacionado ao tempo entre o início dos sintomas e a intervenção cirúrgica. Atrasos no tratamento podem resultar em sequelas neurológicas irreversíveis, como paralisia, disfunção sexual e incontinência permanente.
Os sintomas incluem dor lombar intensa, anestesia em sela (perda de sensibilidade na região perineal), fraqueza ou paralisia nas pernas, e disfunção da bexiga ou intestino.
A ressonância magnética (RM) da coluna lombar é o exame padrão-ouro, pois permite visualizar a compressão das raízes nervosas e identificar a causa.
É uma emergência porque a compressão prolongada das raízes nervosas pode levar a danos neurológicos permanentes, incluindo paralisia e incontinência, se não for tratada cirurgicamente de forma rápida.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo