INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
No trauma raquimedular, a síndrome da cauda equina cursa com:
Síndrome Cauda Equina → Anestesia em sela, disfunção vesical, tônus retal ↓, hiporreflexia.
A síndrome da cauda equina é uma emergência neurocirúrgica causada pela compressão das raízes nervosas lombares e sacrais. Caracteriza-se por disfunção de múltiplos nervos, levando a sintomas sensitivos e motores bilaterais, incluindo a clássica anestesia em sela e disfunção esfincteriana.
A síndrome da cauda equina é uma condição neurológica grave que resulta da compressão das raízes nervosas lombares e sacrais abaixo do nível do cone medular (geralmente L1-L2). Embora possa ser causada por trauma raquimedular, outras etiologias incluem hérnia de disco massiva, tumores, infecções e estenose espinhal. Sua importância clínica reside no potencial de causar déficits neurológicos permanentes se não for diagnosticada e tratada prontamente. Clinicamente, a síndrome da cauda equina manifesta-se com uma tríade clássica: anestesia em sela (perda de sensibilidade nas áreas perineal, perianal e genital), disfunção vesical e intestinal (retenção urinária, incontinência fecal, diminuição do tônus retal) e fraqueza motora ou sensitiva nos membros inferiores, frequentemente acompanhada de dor radicular bilateral e hiporreflexia. A suspeita diagnóstica é clínica e deve ser confirmada por ressonância magnética da coluna lombossacra. O tratamento da síndrome da cauda equina é uma emergência neurocirúrgica, visando à descompressão das raízes nervosas o mais rápido possível, idealmente dentro de 24-48 horas do início dos sintomas, para otimizar o prognóstico e minimizar o risco de sequelas permanentes. O manejo pós-operatório inclui reabilitação e acompanhamento para recuperação da função neurológica.
Os principais sinais incluem anestesia em sela, disfunção vesical e intestinal (retenção urinária, incontinência fecal), diminuição do tônus retal, hiporreflexia nos membros inferiores e dor radicular bilateral.
É uma emergência neurocirúrgica devido ao risco de dano neurológico permanente se a compressão das raízes nervosas não for aliviada rapidamente, podendo resultar em incontinência e paralisia.
A cauda equina afeta raízes nervosas e cursa com hiporreflexia e dor radicular assimétrica, enquanto o cone medular (lesão da medula espinhal terminal) pode apresentar hiperreflexia e disfunção esfincteriana precoce e simétrica.
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