HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Paciente masculino, 54 anos, procura pronto-socorro por dor lombar há 30 dias, com piora progressiva e irradiação para membros inferiores, principalmente MID. Relata melhora parcial com uso de analgésicos simples e anti-inflamatórios. Hoje não conseguiu urinar e teve perda espontânea de fezes. Nega febre. Nega comorbidades prévias. Os sinais vitais estão normais. No exame neurológico percebe-se força muscular grau IV em MID e grau V em MIE, sem alterações de marcha e sensibilidade. Entre as hipóteses diagnósticas abaixo, a mais provável para este paciente é síndrome
Dor lombar + retenção urinária/incontinência fecal + anestesia em sela + déficit motor/sensitivo MMII = Síndrome da Cauda Equina.
A Síndrome da Cauda Equina é uma emergência neurocirúrgica caracterizada pela compressão das raízes nervosas lombares e sacrais. A tríade clássica inclui dor lombar, disfunção esfincteriana (retenção urinária e/ou incontinência fecal) e anestesia em sela, exigindo diagnóstico e tratamento urgentes para evitar sequelas permanentes.
A Síndrome da Cauda Equina (SCE) é uma condição rara, mas grave, que resulta da compressão das raízes nervosas lombares e sacrais abaixo do cone medular, geralmente na altura de L1-L2. A etiologia mais comum é a hérnia de disco lombar maciça, mas outras causas incluem tumores, traumas, infecções e estenose espinhal. A importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento urgentes para evitar sequelas neurológicas permanentes, como incontinência vesical e intestinal, e paralisia de membros inferiores. A fisiopatologia envolve a isquemia e compressão mecânica das raízes nervosas, levando a disfunção. Os sintomas clássicos incluem dor lombar intensa, dor radicular bilateral nos membros inferiores, fraqueza motora (geralmente assimétrica), déficits sensitivos (especialmente anestesia em sela) e, crucialmente, disfunção esfincteriana (retenção urinária, incontinência urinária ou fecal). A presença de qualquer um desses sinais de alarme em um paciente com dor lombar deve levantar forte suspeita. O diagnóstico é confirmado por ressonância magnética da coluna lombossacra, que demonstra a compressão das raízes nervosas. O tratamento da Síndrome da Cauda Equina é uma emergência neurocirúrgica. A descompressão cirúrgica deve ser realizada o mais rápido possível, idealmente dentro de 24 a 48 horas do início dos sintomas, para maximizar as chances de recuperação neurológica. O prognóstico depende da gravidade e duração da compressão antes da cirurgia. O manejo pós-operatório inclui reabilitação e acompanhamento para otimizar a recuperação funcional.
Os principais sintomas incluem dor lombar intensa, irradiação para membros inferiores (geralmente bilateral), disfunção esfincteriana (retenção urinária, incontinência urinária ou fecal), anestesia em sela (perda de sensibilidade na região perineal e glútea) e déficits motores e/ou sensitivos nos membros inferiores.
É uma emergência devido ao risco de danos neurológicos permanentes se a compressão das raízes nervosas não for aliviada rapidamente. A demora no tratamento pode resultar em incontinência permanente, fraqueza muscular e perda de sensibilidade.
A conduta inicial envolve a avaliação neurológica completa, incluindo exame de sensibilidade, força e reflexos, e a realização urgente de uma ressonância magnética da coluna lombossacra para confirmar a compressão. O tratamento definitivo é cirúrgico, visando a descompressão das raízes nervosas.
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