Síndrome da Cauda Equina: Diagnóstico e Manejo Urgente

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Uma paciente de 39 anos procura a unidade básica de saúde referindo quadro de lombalgia iniciado há 20 dias. Relata sentir, desde o início do quadro, fraqueza em membros inferiores e apresentar polievacuações. Também relata uma sensação de anestesia na região perineal. Nega disúria, mas afirma ter dificuldade para urinar espontaneamente. Nega leucorreia, febre ou história de traumatismos. Afirma que seu peso tem se mantido estável e que sua última menstruação foi há 25 dias.A partir dessas informações, assinale a alternativa apresenta o exame mais indicado para a investigação do quadro.

Alternativas

  1. A) Radiografia de coluna lombossacra e de bacia.
  2. B) Punção lombar com análise do líquor.
  3. C) Ressonância magnética da coluna lombar.
  4. D) Exame de rotina de urina (EAS) e urocultura.

Pérola Clínica

Síndrome Cauda Equina: Lombalgia + anestesia em sela + fraqueza MMII + disfunção esfincteriana → RM lombar URGENTE.

Resumo-Chave

A Síndrome da Cauda Equina é uma emergência neurocirúrgica caracterizada por compressão das raízes nervosas da cauda equina. A tríade clássica inclui dor lombar, anestesia em sela e disfunção esfincteriana (urinária ou intestinal), exigindo diagnóstico rápido e intervenção para evitar sequelas permanentes.

Contexto Educacional

A Síndrome da Cauda Equina (SCE) é uma condição rara, mas grave, que resulta da compressão das raízes nervosas lombares e sacrais abaixo do cone medular. Sua incidência é baixa, mas o reconhecimento precoce é vital devido ao risco de sequelas neurológicas permanentes. É fundamental para o médico generalista e residente estar atento a essa emergência. A fisiopatologia envolve a compressão mecânica e isquemia das raízes nervosas, geralmente causada por hérnia de disco maciça, tumor, trauma, abscesso ou estenose espinhal severa. A suspeita diagnóstica surge com a tríade de dor lombar, anestesia em sela e disfunção esfincteriana. A anamnese detalhada e o exame físico neurológico são essenciais para identificar déficits motores e sensitivos. A ressonância magnética da coluna lombar é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico e identificar a etiologia. O tratamento da SCE é uma emergência neurocirúrgica, visando a descompressão imediata das raízes nervosas. O prognóstico depende diretamente da rapidez do diagnóstico e da intervenção. Atrasos podem resultar em incontinência urinária e fecal irreversível, disfunção sexual e déficits motores e sensitivos crônicos. A educação contínua sobre essa condição é crucial para a prática clínica e aprovação em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da Síndrome da Cauda Equina?

Os sinais clássicos incluem dor lombar intensa, fraqueza ou paresia em membros inferiores, anestesia em sela (perineal e genital), e disfunção esfincteriana, como retenção urinária ou incontinência fecal.

Por que a Ressonância Magnética da coluna lombar é o exame mais indicado?

A Ressonância Magnética é o exame de escolha porque permite visualizar diretamente as estruturas neurais e identificar a causa da compressão das raízes da cauda equina, seja por hérnia de disco, tumor, abscesso ou trauma, com alta sensibilidade e especificidade.

Qual a importância da intervenção precoce na Síndrome da Cauda Equina?

A intervenção cirúrgica precoce é crucial para descompressão das raízes nervosas, pois o atraso no tratamento pode levar a danos neurológicos permanentes, como paralisia, incontinência e perda sensorial irreversível.

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