UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
De acordo com o Guia de Vigilância em Saúde (2019), paciente com quadro febril (acima de 38ºC), mialgia, cefaleia, sinais e sintomas de insuficiência respiratória aguda, de etiologia não determinada, na primeira semana da doença, ou paciente com enfermidade aguda, apresentando quadro de insuficiência respiratória aguda, com evolução para óbito na primeira semana da doença. Esses são critérios estabelecidos para a definição de caso suspeito de
SCPH: febre, mialgia, cefaleia + insuficiência respiratória aguda de etiologia indeterminada na 1ª semana.
A Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) é uma zoonose grave transmitida por roedores silvestres, caracterizada por um quadro febril inespecífico inicial que rapidamente evolui para insuficiência respiratória aguda e choque cardiogênico, com alta letalidade. A suspeita clínica é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado.
A Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) é uma zoonose viral aguda grave, causada por hantavírus, com alta taxa de letalidade. No Brasil, os casos são esporádicos e geralmente associados à exposição a roedores silvestres em áreas rurais ou de ecoturismo. A doença é de notificação compulsória e representa um desafio diagnóstico devido à inespecificidade dos sintomas iniciais. A fisiopatologia da SCPH envolve uma resposta imune exacerbada que leva a um aumento da permeabilidade vascular pulmonar, resultando em edema pulmonar não cardiogênico e insuficiência respiratória aguda. A suspeita diagnóstica deve ser levantada em pacientes com quadro febril, mialgia, cefaleia e insuficiência respiratória aguda de etiologia indeterminada, especialmente se houver histórico de exposição a roedores. A progressão rápida para choque e óbito na primeira semana da doença é um sinal de alerta. O tratamento da SCPH é primariamente de suporte, realizado em unidade de terapia intensiva, com foco na ventilação mecânica para a insuficiência respiratória e no suporte hemodinâmico para o choque cardiogênico. Não há antiviral específico comprovadamente eficaz. A prevenção baseia-se no controle de roedores e na proteção individual em áreas de risco, evitando o contato com suas excretas.
A SCPH inicia com febre, mialgia, cefaleia e sintomas gastrointestinais, evoluindo rapidamente para tosse, dispneia e insuficiência respiratória aguda grave, muitas vezes com choque cardiogênico.
A transmissão ocorre principalmente pela inalação de aerossóis contendo partículas virais presentes nas fezes, urina e saliva de roedores silvestres infectados, que são os reservatórios naturais do vírus.
O diagnóstico precoce da SCPH é crucial devido à sua alta letalidade. Permite o início rápido de medidas de suporte intensivo, como ventilação mecânica e suporte hemodinâmico, que podem melhorar o prognóstico do paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo