Síndrome Carcinoide: Diagnóstico e Manifestações Clínicas

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 56 anos, apresenta quadro de emagrecimento involuntário, diarreia explosiva sem sangue ou pus, além de eventos paroxísticos de curta duração de mudança da coloração da pele do rosto e do tronco e dispneia com chieira torácica desencadeados pela alimentação. Após ser submetido à avaliação complementar, foi evidenciada insuficiência tricúspide. Houve suspeita de síndrome paraneoplásica. Com base no quadro hipotético, assinale a alternativa que apresenta o provável diagnóstico e o local mais comum acometido pelo tumor primário.

Alternativas

  1. A) Síndrome histaminérgica; trato gastrointestinal.
  2. B) Síndrome carcinoide; trato gastrointestinal.
  3. C) Síndrome serotoninérgica; trato respiratório.
  4. D) Feocromocitoma; glândulas suprarrenais.

Pérola Clínica

Síndrome carcinoide: diarreia, flushing, broncoespasmo, valvulopatia direita (insuficiência tricúspide) → tumor neuroendócrino GI.

Resumo-Chave

A síndrome carcinoide é causada pela liberação de substâncias vasoativas (principalmente serotonina) por tumores neuroendócrinos, geralmente do trato gastrointestinal. As manifestações clássicas incluem flushing cutâneo, diarreia, broncoespasmo e, em casos avançados, doença cardíaca carcinoide com acometimento das válvulas cardíacas direitas.

Contexto Educacional

A síndrome carcinoide é uma condição paraneoplásica rara, resultante da secreção de substâncias vasoativas (principalmente serotonina) por tumores neuroendócrinos bem diferenciados. Embora esses tumores possam surgir em vários locais, a maioria se origina no trato gastrointestinal, especialmente no intestino delgado. As manifestações clínicas clássicas incluem flushing cutâneo, diarreia secretora, broncoespasmo e, em casos avançados, doença cardíaca carcinoide, que afeta predominantemente o lado direito do coração, levando à insuficiência tricúspide e estenose pulmonar. O diagnóstico da síndrome carcinoide é baseado na suspeita clínica e confirmado pela dosagem de metabólitos da serotonina, como o ácido 5-hidroxiindolacético (5-HIAA) na urina de 24 horas, e por exames de imagem para localizar o tumor primário e suas metástases. É crucial diferenciar de outras condições com sintomas semelhantes, como feocromocitoma ou mastocitose sistêmica. A presença de metástases hepáticas é um fator chave para o desenvolvimento da síndrome, pois o fígado normalmente metaboliza as substâncias vasoativas. O tratamento é complexo e visa controlar os sintomas e o crescimento tumoral. Análogos da somatostatina (octreotide, lanreotide) são a base do tratamento sintomático e podem ter efeito antiproliferativo. A cirurgia para ressecção do tumor primário e metástases é uma opção quando viável. O prognóstico varia amplamente dependendo do estágio da doença e da agressividade do tumor. A doença cardíaca carcinoide é uma complicação grave que pode exigir intervenção cirúrgica valvular.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da síndrome carcinoide?

Os principais sintomas incluem flushing cutâneo paroxístico, diarreia explosiva, broncoespasmo (chieira) e, em casos avançados, doença cardíaca carcinoide, especialmente insuficiência tricúspide.

Qual a fisiopatologia da síndrome carcinoide?

A síndrome é causada pela liberação excessiva de substâncias vasoativas, como serotonina, bradicinina e histamina, por tumores neuroendócrinos, que geralmente metastatizam para o fígado, permitindo que essas substâncias evitem o metabolismo hepático.

Onde se localiza mais comumente o tumor primário na síndrome carcinoide?

O tumor primário mais comum na síndrome carcinoide está localizado no trato gastrointestinal, especialmente no intestino delgado, apêndice ou reto.

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