IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
Assinale a alternativa que apresenta o sintoma/sinal mais frequente na síndrome carcinoide.
Diarreia é o sintoma mais frequente e debilitante da síndrome carcinoide.
A síndrome carcinoide é causada pela liberação excessiva de substâncias vasoativas por tumores neuroendócrinos. A diarreia é o sintoma mais prevalente e muitas vezes o mais incômodo, ocorrendo em até 80% dos pacientes, devido à hipersecreção de serotonina e outros peptídeos que afetam a motilidade intestinal.
A síndrome carcinoide é um conjunto de sinais e sintomas que ocorrem quando tumores neuroendócrinos (TNEs), geralmente localizados no trato gastrointestinal ou brônquios, secretam quantidades excessivas de substâncias vasoativas, como serotonina, bradicinina, histamina e taquicininas, diretamente na circulação sistêmica. Para que os sintomas sistêmicos se manifestem, é comum que o tumor tenha metástase hepática, pois o fígado normalmente metaboliza essas substâncias antes que atinjam a circulação sistêmica. Os sintomas clássicos da síndrome carcinoide incluem flushing cutâneo (episódios de vermelhidão e calor na pele, geralmente na face e pescoço), diarreia secretora, dor abdominal, broncoespasmo e, em casos de longa duração, cardiopatia carcinoide (fibrose das válvulas cardíacas, principalmente tricúspide e pulmonar). Embora o flushing seja o sintoma mais reconhecido, a diarreia é, de fato, o sintoma mais frequente e muitas vezes o mais debilitante, afetando a qualidade de vida dos pacientes. A diarreia carcinoide é caracterizada por ser secretora, aquosa e persistente, ocorrendo em até 80% dos pacientes. É causada principalmente pela hipersecreção de serotonina, que estimula a motilidade intestinal e a secreção de fluidos e eletrólitos. O diagnóstico envolve a dosagem de ácido 5-hidroxiindolacético (5-HIAA) na urina de 24 horas, um metabólito da serotonina, e exames de imagem para localizar o tumor primário e suas metástases. O tratamento visa controlar os sintomas e o crescimento tumoral, frequentemente com análogos da somatostatina.
Os principais sintomas incluem flushing cutâneo (vermelhidão), diarreia, dor abdominal, broncoespasmo e, em casos avançados, cardiopatia carcinoide.
A diarreia é comum devido à liberação excessiva de serotonina e outros peptídeos pelos tumores neuroendócrinos, que estimulam a motilidade e a secreção intestinal, resultando em evacuações frequentes e líquidas.
O diagnóstico é feito pela dosagem de metabólitos da serotonina, como o ácido 5-hidroxiindolacético (5-HIAA) na urina de 24 horas, além de exames de imagem para localizar o tumor e biópsia para confirmação histopatológica.
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