SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
A síndrome carcinoide maligna esta associada principalmente a tumores carcinoides no trato gastrointestinal, principalmente no intestino delgado. Marque a alternativa incorreta sobre os sinais, sintomas e manifestações associadas:
Síndrome Carcinoide: metástase hepática é COMUM e essencial para manifestações sistêmicas (exceto tumores extragastrointestinais).
A síndrome carcinoide maligna ocorre quando os peptídeos vasoativos produzidos pelo tumor carcinoide (geralmente do trato gastrointestinal) escapam da inativação hepática, atingindo a circulação sistêmica. Isso geralmente acontece na presença de metástases hepáticas maciças, que permitem que esses mediadores bypassam o metabolismo de primeira passagem do fígado, tornando a metástase hepática um achado comum e crucial para o desenvolvimento da síndrome.
A síndrome carcinoide maligna é um conjunto de sintomas causados pela liberação de substâncias vasoativas (como serotonina, bradicinina, histamina e taquicininas) por tumores neuroendócrinos, mais comumente originados no trato gastrointestinal, especialmente no intestino delgado. A síndrome se manifesta quando esses mediadores escapam do metabolismo de primeira passagem hepático e atingem a circulação sistêmica. As manifestações clínicas incluem flushing cutâneo (eritema difuso, geralmente na face e pescoço), diarreia secretora crônica, dor abdominal, broncoespasmo e, em casos avançados, valvulopatia cardíaca direita, como estenose pulmonar e insuficiência tricúspide. A ocorrência da síndrome geralmente indica doença metastática, sendo as metástases hepáticas maciças o fator mais comum que permite que os peptídeos vasoativos bypassam a inativação hepática. É importante notar que tumores carcinoides primários em locais como ovário ou brônquios, que drenam diretamente para a circulação sistêmica, podem causar a síndrome mesmo sem metástases hepáticas. O diagnóstico envolve a dosagem de metabólitos da serotonina, como o ácido 5-hidroxiindolacético (5-HIAA) na urina de 24 horas, e exames de imagem para localizar o tumor primário e suas metástases. O tratamento é complexo, envolvendo controle sintomático com análogos da somatostatina e terapias direcionadas para o tumor.
As manifestações clássicas incluem flushing cutâneo (eritema difuso), diarreia secretora, dor abdominal, broncoespasmo e, em casos avançados, valvulopatia cardíaca direita (estenose pulmonar e insuficiência tricúspide).
Tumores carcinoides gastrointestinais liberam peptídeos vasoativos que são normalmente metabolizados pelo fígado. Com metástases hepáticas maciças, o fígado é sobrecarregado, permitindo que esses mediadores alcancem a circulação sistêmica e causem os sintomas.
Tumores carcinoides primários em locais que drenam diretamente para a circulação sistêmica, como os de ovário, brônquios ou retroperitônio, podem causar a síndrome carcinoide mesmo na ausência de metástases hepáticas.
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