HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2024
Um paciente de 45 anos procura atendimento médico por apresentar episódios recorrentes de ruborização facial, diarreia e dispneia. Durante a investigação, é identificada uma lesão no íleo terminal. Qual é o diagnóstico mais provável?
Rubor facial + diarreia + dispneia + lesão em íleo terminal → Síndrome Carcinoide por Tumor Carcinoide.
A tríade clássica de rubor facial, diarreia e dispneia, associada a uma lesão no íleo terminal, é altamente sugestiva de síndrome carcinoide, causada por um tumor neuroendócrino (tumor carcinoide) que secreta substâncias vasoativas, como a serotonina.
A síndrome carcinoide é uma manifestação paraneoplásica rara, mas clinicamente significativa, que ocorre em pacientes com tumores neuroendócrinos (TNEs), frequentemente denominados tumores carcinoides. Esses tumores, que podem surgir em diversas localizações, sendo o trato gastrointestinal (especialmente o íleo terminal) e o pulmão os mais comuns, secretam substâncias vasoativas como serotonina, bradicinina, histamina e taquicininas. A síndrome geralmente se manifesta quando há metástases hepáticas, pois o fígado é o principal local de metabolização dessas substâncias; na presença de metástases, elas atingem a circulação sistêmica e causam os sintomas. Os sintomas clássicos da síndrome carcinoide incluem rubor facial (flushing), que pode ser espontâneo ou desencadeado por estresse, álcool ou alimentos; diarreia secretora crônica, que pode ser debilitante; e dispneia ou sibilância, devido a broncoespasmo. Outras manifestações podem incluir dor abdominal, telangiectasias e, em casos avançados, valvulopatia cardíaca direita. O diagnóstico é suspeitado pela clínica e confirmado por exames laboratoriais (ex: ácido 5-hidroxi-indolacético na urina de 24h, cromogranina A sérica) e de imagem para localizar o tumor primário e suas metástases. O tratamento da síndrome carcinoide visa controlar os sintomas e o crescimento tumoral. Análogos da somatostatina (octreotide, lanreotide) são a base do tratamento sintomático, inibindo a secreção hormonal. A ressecção cirúrgica do tumor primário e das metástases, quando possível, é fundamental. Para residentes, é crucial reconhecer a tríade clássica e a associação com tumores neuroendócrinos, pois o diagnóstico precoce e o manejo adequado são essenciais para melhorar a qualidade de vida e o prognóstico dos pacientes.
Os principais sintomas incluem rubor facial (flushing), diarreia secretora crônica, dor abdominal, dispneia e sibilância (devido a broncoespasmo), e, em casos avançados, valvulopatia cardíaca direita.
Os tumores carcinoides secretam substâncias vasoativas, como serotonina, bradicinina, histamina e taquicininas. Quando essas substâncias atingem a circulação sistêmica em quantidades elevadas, geralmente após metástase hepática, elas provocam os sintomas da síndrome carcinoide.
O íleo terminal é a localização mais comum para tumores carcinoides no trato gastrointestinal. Tumores nessa localização frequentemente metastatizam para o fígado, o que é um pré-requisito para o desenvolvimento da síndrome carcinoide, pois o fígado metaboliza as substâncias vasoativas antes que atinjam a circulação sistêmica.
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