FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Uma médica de 32 anos apresenta, há cerca de 20 dias, quadro de cefaleia, tonturas, tremores, dispneia, oscilações de humor, distúrbios do sono e dificuldade de se concentrar no trabalho. Refere que os sintomas se iniciaram quando começou a especialização em um programa de residência médica de 40 horas semanais, quando passou a dar cerca de 3 plantões por semana, além das horas estabelecidas. O diagnóstico mais provável, neste caso, é:
Médicos com sobrecarga de trabalho + exaustão, despersonalização e baixa realização → Síndrome de Burnout.
A Síndrome de Burnout é um estado de esgotamento físico e mental causado por estresse crônico no trabalho, comum em profissionais da saúde. Caracteriza-se por exaustão emocional, despersonalização (cinismo) e baixa realização profissional, com sintomas físicos e psicológicos.
A Síndrome de Burnout, ou esgotamento profissional, é um fenômeno psicológico resultante do estresse crônico no ambiente de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. É particularmente prevalente entre profissionais da saúde, incluindo médicos residentes, devido às longas jornadas, alta carga de trabalho, responsabilidade e exposição a situações estressantes. Reconhecer seus sinais é crucial para a saúde mental e a qualidade do cuidado. A fisiopatologia envolve uma resposta prolongada ao estresse, levando a alterações neuroendócrinas e psicológicas. Os critérios diagnósticos incluem exaustão emocional, despersonalização (cinismo ou distanciamento em relação ao trabalho e aos pacientes) e baixa realização profissional (sentimento de ineficácia). Sintomas físicos como cefaleia, tontura, distúrbios do sono e dispneia, além de alterações de humor e concentração, são comuns. O tratamento e a prevenção do Burnout envolvem estratégias individuais e organizacionais. Individualmente, busca-se o autocuidado, técnicas de manejo de estresse, suporte social e, se necessário, terapia psicológica. No nível organizacional, é fundamental a criação de ambientes de trabalho mais saudáveis, com cargas horárias adequadas, suporte aos residentes e reconhecimento do problema. O prognóstico melhora com intervenção precoce e mudanças no estilo de vida e ambiente de trabalho.
Os três pilares são exaustão emocional (sentimento de esgotamento), despersonalização (atitude cínica ou indiferente em relação ao trabalho e pacientes) e baixa realização profissional (sentimento de ineficácia e falta de sucesso).
A residência médica é um ambiente de alta demanda, com longas jornadas de trabalho, privação de sono, alta responsabilidade e pressão, fatores que são reconhecidos como gatilhos significativos para o esgotamento profissional.
Embora compartilhem sintomas como fadiga e anedonia, o Burnout é especificamente ligado ao contexto de trabalho e inclui despersonalização e baixa realização profissional, enquanto a depressão é um transtorno de humor mais abrangente e persistente, afetando todas as áreas da vida.
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