PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2016
Sobre a Síndrome de Burnout é ERRADO afirmar:
Burnout: exaustão prolongada, despersonalização, ↓ realização pessoal, comum em profissões de ALTO contato interpessoal.
A Síndrome de Burnout é um estado de exaustão física e mental prolongada, despersonalização e diminuição da realização pessoal, frequentemente associada a estressores crônicos no ambiente de trabalho. É mais prevalente em profissões com alta demanda emocional e intenso contato interpessoal, como a área da saúde e educação, e não em trabalhos solitários.
A Síndrome de Burnout é um fenômeno ocupacional reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na CID-11, caracterizado por um estado de exaustão prolongada, sentimentos de cinismo ou negativismo em relação ao trabalho (despersonalização) e uma sensação de diminuição da eficácia profissional (baixa realização pessoal). Sua prevalência tem aumentado, especialmente em ambientes de trabalho com altas demandas e recursos limitados. Profissionais da área da saúde, educação e serviços sociais estão entre os mais acometidos devido à natureza de suas interações e responsabilidades. A fisiopatologia do Burnout está ligada ao estresse crônico não gerenciado, levando a alterações neuroendócrinas e psicológicas. Fatores como pouca autonomia, problemas de relacionamento com a chefia, sobrecarga de trabalho, falta de reconhecimento e sentimento de desqualificação contribuem significativamente para seu desenvolvimento. É crucial entender que o Burnout se manifesta em profissões que exigem intenso contato interpessoal e envolvimento emocional, e não em trabalhos solitários, como a alternativa incorreta sugere. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação dos sintomas e do contexto de trabalho. O tratamento envolve intervenções individuais (terapia, manejo do estresse) e organizacionais (melhora das condições de trabalho, apoio social). A prevenção é fundamental e inclui a promoção de um ambiente de trabalho saudável, com equilíbrio entre demandas e recursos, e o desenvolvimento de estratégias de resiliência nos profissionais.
Os três pilares são exaustão emocional (sentimento de esgotamento), despersonalização (cinismo, distanciamento do trabalho e das pessoas) e baixa realização pessoal (sentimento de ineficácia e falta de propósito).
Profissões que envolvem alto contato interpessoal, grande demanda emocional e responsabilidade, como profissionais de saúde, professores, assistentes sociais e policiais, são as mais suscetíveis devido ao estresse crônico.
A CID-11 classifica o Burnout como um fenômeno ocupacional, não uma condição médica. É descrito como uma síndrome resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso, impactando a saúde do indivíduo.
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