Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Enfermeira, 42 anos, trabalha em dois hospitais. Vem apresentando sintomas de fadiga, diminuição de interesse pelo trabalho, dificuldade de concentração, autodepreciação, exaustão emocional. Refere grande demanda de trabalho durante a pandemia. Qual é o diagnóstico mais provável?
Fadiga, ↓ interesse trabalho, exaustão emocional em profissional de saúde sob alta demanda → Síndrome de Burnout.
A Síndrome de Burnout é um estado de esgotamento físico e mental causado por estresse crônico e excessivo no trabalho, caracterizado por exaustão emocional, despersonalização (cinismo) e baixa realização pessoal. O contexto de alta demanda na pandemia é um fator de risco significativo para profissionais de saúde.
A Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, é um fenômeno ocupacional resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um fenômeno relacionado ao trabalho, ela se manifesta por três dimensões principais: sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia, aumento do distanciamento mental do próprio trabalho ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao próprio trabalho, e uma sensação de eficácia profissional reduzida. É particularmente prevalente em profissões de alta demanda e responsabilidade, como a área da saúde. A fisiopatologia do Burnout envolve uma resposta prolongada ao estresse, levando a alterações neuroendócrinas e psicológicas. O diagnóstico é clínico, baseado na identificação dos sintomas característicos e na sua relação direta com o ambiente de trabalho. É crucial suspeitar de Burnout em profissionais de saúde que relatam fadiga persistente, desinteresse pelo trabalho, dificuldade de concentração, irritabilidade e sentimentos de autodepreciação, especialmente após períodos de intensa demanda, como a pandemia de COVID-19. O tratamento e manejo do Burnout envolvem intervenções multifacetadas, incluindo psicoterapia (terapia cognitivo-comportamental), suporte social, mudanças no ambiente de trabalho (redução da carga horária, melhor distribuição de tarefas), promoção de autocuidado e, em alguns casos, farmacoterapia para sintomas associados como ansiedade ou depressão. O prognóstico melhora com o reconhecimento precoce e a implementação de estratégias de enfrentamento e suporte, visando a recuperação do bem-estar e da capacidade profissional.
Os principais sintomas incluem exaustão emocional (sentimento de esgotamento), despersonalização (cinismo, distanciamento do trabalho e dos pacientes) e baixa realização pessoal (sentimento de ineficácia e falta de propósito no trabalho).
A Síndrome de Burnout está diretamente ligada ao contexto de trabalho e seus sintomas melhoram com o afastamento ou mudança de ambiente. A depressão é um transtorno de humor mais generalizado, com sintomas que afetam todas as áreas da vida, independentemente do trabalho, e podem incluir anedonia e humor deprimido persistente.
Profissionais que atuam em ambientes de alta demanda, com longas jornadas, falta de recursos, pressão por resultados e pouco suporte social, como médicos, enfermeiros e outros trabalhadores da linha de frente, especialmente em contextos de crise como pandemias, têm maior risco.
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