UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019
Mulher, 39a, técnica de enfermagem, trabalha em hospital de alta complexidade na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, em turno noturno. Procura atendimento médico queixando-se de falta de ânimo, cansaço, insônia, desmotivação para trabalhar e desilusão com a profissão há cinco meses. O DIAGNÓSTICO É:
Profissional de saúde com esgotamento, desmotivação e insônia por >5 meses → Síndrome de Burnout.
A Síndrome de Burnout é um estado de esgotamento físico e mental causado por estresse crônico e prolongado no trabalho, especialmente comum em profissões de alta demanda emocional como a saúde. Os sintomas incluem exaustão emocional, despersonalização e baixa realização pessoal.
A Síndrome de Burnout, ou esgotamento profissional, é um fenômeno psicossocial que resulta de estresse crônico no ambiente de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. É particularmente prevalente em profissões de ajuda, como a área da saúde, onde a demanda emocional e a pressão são elevadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) a reconhece como um fenômeno ocupacional, com impacto significativo na saúde mental e física dos indivíduos, além de consequências para a qualidade do serviço prestado. O diagnóstico da Síndrome de Burnout é clínico, baseado na tríade de exaustão emocional, despersonalização (ou cinismo) e baixa realização pessoal. Os sintomas podem incluir fadiga persistente, insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, desmotivação, sentimentos de desesperança e distanciamento do trabalho. A história ocupacional detalhada, incluindo o ambiente de trabalho e as demandas da função, é crucial para o diagnóstico diferencial com outros transtornos mentais, como depressão e ansiedade. O tratamento e manejo da Síndrome de Burnout envolvem uma abordagem multifacetada. Isso pode incluir psicoterapia (como a terapia cognitivo-comportamental), estratégias de manejo de estresse, mudanças no estilo de vida (exercício físico, alimentação saudável, sono adequado), e, em alguns casos, intervenções farmacológicas para sintomas específicos como ansiedade ou insônia. É fundamental também que as instituições de saúde implementem políticas de promoção da saúde mental e prevenção do Burnout entre seus colaboradores, reconhecendo o impacto negativo na produtividade e no bem-estar.
A Síndrome de Burnout é caracterizada por três dimensões principais: exaustão emocional (sentimento de esgotamento), despersonalização/cinismo (atitude negativa ou indiferente em relação ao trabalho e aos pacientes) e baixa realização pessoal (sentimento de ineficácia e falta de propósito).
Fatores de risco incluem alta carga de trabalho, longas jornadas, falta de controle sobre o trabalho, recompensas insuficientes, falta de apoio social, injustiça organizacional e conflito de valores, comuns em ambientes de alta demanda como UTIs.
Embora compartilhem sintomas como fadiga e desmotivação, o Burnout é primariamente contextualizado no ambiente de trabalho, enquanto a depressão é um transtorno de humor mais abrangente, afetando todas as áreas da vida do indivíduo, com sintomas como anedonia e sentimentos de culpa.
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