Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Atualmente, a indicação do transplante hepático na Síndrome de Budd-Chiari é devida:
Transplante hepático na Budd-Chiari → falha terapêutica clínica/derivações + insuficiência hepática progressiva.
O transplante hepático é a última linha de tratamento para a Síndrome de Budd-Chiari, indicado quando outras abordagens (anticoagulação, recanalização, TIPS) falham em controlar a doença e o paciente evolui com insuficiência hepática progressiva ou cirrose descompensada.
A Síndrome de Budd-Chiari é uma condição rara caracterizada pela obstrução do fluxo venoso hepático, geralmente devido à trombose das veias hepáticas ou da veia cava inferior. Essa obstrução leva à congestão hepática, hipertensão portal e, se não tratada, pode progredir para cirrose e insuficiência hepática. A etiologia é multifatorial, frequentemente associada a estados de hipercoagulabilidade. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar a progressão da doença. O manejo inicial da Síndrome de Budd-Chiari visa restaurar o fluxo sanguíneo hepático e prevenir a formação de novos trombos. Isso geralmente envolve anticoagulação de longo prazo, recanalização percutânea das veias obstruídas e, em casos de hipertensão portal grave, a criação de derivações portossistêmicas, como o TIPS (shunt portossistêmico intra-hepático transjugular). Essas intervenções buscam aliviar a congestão e melhorar a função hepática. O transplante hepático é considerado a terapia de resgate para pacientes com Síndrome de Budd-Chiari que não respondem ao tratamento clínico e às intervenções descompressivas, e que desenvolvem insuficiência hepática progressiva ou cirrose descompensada. É uma decisão complexa, tomada após a falha de todas as outras opções terapêuticas, e visa substituir o fígado doente por um saudável, oferecendo uma chance de cura e melhoria da qualidade de vida.
As primeiras linhas de tratamento incluem anticoagulação para prevenir a progressão da trombose, recanalização das veias hepáticas e, se necessário, derivações portossistêmicas como o TIPS para aliviar a hipertensão portal.
A insuficiência hepática progressiva, que não responde às terapias clínicas e intervencionistas, indica que o fígado está falhando irreversivelmente, tornando o transplante a única opção para salvar a vida do paciente.
As derivações portossistêmicas, como o TIPS (shunt portossistêmico intra-hepático transjugular), são utilizadas para desviar o fluxo sanguíneo do sistema portal diretamente para a circulação sistêmica, reduzindo a hipertensão portal e suas complicações, como ascite e varizes esofágicas.
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