Síndrome de Budd-Chiari: Quando Indicar o Transplante Hepático?

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021

Enunciado

Atualmente, a indicação do transplante hepático na Síndrome de Budd-Chiari é devida:

Alternativas

  1. A) ao fracasso do tratamento clínico e das derivações portossistêmicas em pacientes com insuficiência hepática progressiva.
  2. B) à anticoagulação contraindicada pelo risco de hemobilia, presença de ascite e icterícia intratável.
  3. C) a TIPSS prévio em pacientes selecionados com trombose antiga ou com estenose de longa extensão da veia cava inferior ou de veias hepáticas.
  4. D) a casos de obstrução focal da cava supra-hepática por membrana onde a dilatação da estenose com balão transluminal percutâneo não for possível.
  5. E) em todos os pacientes portadores da Síndrome, ao alto risco de desenvolverem hepatocarcinoma.

Pérola Clínica

Transplante hepático na Budd-Chiari → falha terapêutica clínica/derivações + insuficiência hepática progressiva.

Resumo-Chave

O transplante hepático é a última linha de tratamento para a Síndrome de Budd-Chiari, indicado quando outras abordagens (anticoagulação, recanalização, TIPS) falham em controlar a doença e o paciente evolui com insuficiência hepática progressiva ou cirrose descompensada.

Contexto Educacional

A Síndrome de Budd-Chiari é uma condição rara caracterizada pela obstrução do fluxo venoso hepático, geralmente devido à trombose das veias hepáticas ou da veia cava inferior. Essa obstrução leva à congestão hepática, hipertensão portal e, se não tratada, pode progredir para cirrose e insuficiência hepática. A etiologia é multifatorial, frequentemente associada a estados de hipercoagulabilidade. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar a progressão da doença. O manejo inicial da Síndrome de Budd-Chiari visa restaurar o fluxo sanguíneo hepático e prevenir a formação de novos trombos. Isso geralmente envolve anticoagulação de longo prazo, recanalização percutânea das veias obstruídas e, em casos de hipertensão portal grave, a criação de derivações portossistêmicas, como o TIPS (shunt portossistêmico intra-hepático transjugular). Essas intervenções buscam aliviar a congestão e melhorar a função hepática. O transplante hepático é considerado a terapia de resgate para pacientes com Síndrome de Budd-Chiari que não respondem ao tratamento clínico e às intervenções descompressivas, e que desenvolvem insuficiência hepática progressiva ou cirrose descompensada. É uma decisão complexa, tomada após a falha de todas as outras opções terapêuticas, e visa substituir o fígado doente por um saudável, oferecendo uma chance de cura e melhoria da qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Quais são as primeiras linhas de tratamento para a Síndrome de Budd-Chiari?

As primeiras linhas de tratamento incluem anticoagulação para prevenir a progressão da trombose, recanalização das veias hepáticas e, se necessário, derivações portossistêmicas como o TIPS para aliviar a hipertensão portal.

Quando a insuficiência hepática progressiva justifica o transplante na Budd-Chiari?

A insuficiência hepática progressiva, que não responde às terapias clínicas e intervencionistas, indica que o fígado está falhando irreversivelmente, tornando o transplante a única opção para salvar a vida do paciente.

Qual o papel das derivações portossistêmicas no manejo da Budd-Chiari?

As derivações portossistêmicas, como o TIPS (shunt portossistêmico intra-hepático transjugular), são utilizadas para desviar o fluxo sanguíneo do sistema portal diretamente para a circulação sistêmica, reduzindo a hipertensão portal e suas complicações, como ascite e varizes esofágicas.

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