HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2025
Paciente masculino, 28 anos de idade, foi vítima de ferimento por arma de fogo na região cervical durante assalto. Deu entrada no pronto atendimento apresentando dor intensa no local do ferimento e uma notável dificuldade em mover o lado direito do corpo. No exame físico, constatou-se que ele apresentava paralisia motora e perda de propriocepção no lado direito, enquanto que no lado esquerdo havia perda de sensibilidade à dor e à temperatura. A equipe médica levantou a suspeita de síndrome de Brown-Séquard, que é caracterizada por:
Síndrome de Brown-Séquard = hemissecção medular → paralisia motora e perda propriocepção ipsilateral, perda dor e temperatura contralateral.
A síndrome de Brown-Séquard resulta da hemissecção da medula espinhal, tipicamente por trauma penetrante. Causa déficits neurológicos distintos devido à anatomia das vias ascendentes e descendentes, com cruzamento em diferentes níveis.
A Síndrome de Brown-Séquard é uma condição neurológica rara, mas classicamente descrita, resultante da hemissecção da medula espinhal. Geralmente causada por trauma penetrante, como ferimentos por arma de fogo ou arma branca, ela representa um desafio diagnóstico e terapêutico importante na emergência. Compreender sua apresentação clínica é fundamental para o residente. A fisiopatologia envolve a interrupção seletiva das vias neurológicas. A lesão da via corticoespinhal lateral e das colunas posteriores (fascículos grácil e cuneiforme) resulta em paralisia motora e perda de propriocepção/vibração ipsilateral à lesão. Já a lesão da via espinotalâmica lateral, que já cruzou para o lado oposto na medula, causa perda de sensibilidade à dor e temperatura contralateral à lesão, geralmente 1-2 níveis abaixo do local da lesão. O diagnóstico é clínico, baseado nos déficits neurológicos assimétricos. O tratamento inicial foca na estabilização do paciente e manejo do trauma, seguido por intervenção cirúrgica se houver compressão medular ou instabilidade. O prognóstico varia, mas muitos pacientes podem ter alguma recuperação funcional com reabilitação intensiva.
Os sinais incluem paralisia motora e perda de propriocepção ipsilateral à lesão, e perda de sensibilidade à dor e temperatura contralateral à lesão.
Isso ocorre porque a via corticoespinhal e as colunas posteriores (propriocepção) cruzam no tronco encefálico, enquanto a via espinotalâmica (dor e temperatura) cruza na medula espinhal, no nível da lesão.
A causa mais comum é o trauma penetrante da medula espinhal, como ferimentos por arma de fogo ou arma branca, que resulta em uma hemissecção da medula.
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