UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Homem, 26 anos vítima de acidente automobilístico, era motoqueiro e evolui com hemisecção da medula a direita ao nível da vértebra T8. Sobre esse assunto, é correto afirmar que:
Síndrome de Brown-Séquard (hemisecção medular) → Perda motora e proprioceptiva ipsilateral, perda de dor e temperatura contralateral.
Na Síndrome de Brown-Séquard, causada por hemisecção medular (neste caso, à direita em T8), a via espinotalâmica lateral (dor e temperatura) cruza na medula, resultando em perda contralateral à lesão. Portanto, a perda de sensibilidade térmica será à esquerda, abaixo do nível da lesão.
A Síndrome de Brown-Séquard é uma condição neurológica rara causada por uma hemisecção (lesão de metade) da medula espinhal. Geralmente resulta de trauma penetrante, mas pode ocorrer por tumores, hérnias discais ou isquemia. A compreensão das vias medulares é crucial para o diagnóstico e prognóstico. A fisiopatologia envolve a interrupção de diferentes tratos nervosos em um lado da medula. A via corticoespinhal lateral, responsável pela função motora voluntária, cruza no tronco cerebral, resultando em paralisia espástica ipsilateral à lesão abaixo do nível. As colunas posteriores, que carregam propriocepção e vibração, não cruzam na medula, levando à perda ipsilateral. Em contraste, a via espinotalâmica lateral, que transmite dor e temperatura, cruza para o lado oposto da medula espinhal logo após entrar. Portanto, uma lesão à direita em T8 resultará em perda de dor e temperatura no lado esquerdo do corpo, abaixo do nível da lesão. O diagnóstico é clínico, e a ressonância magnética é o exame de escolha para localizar e caracterizar a lesão.
Caracteriza-se por paralisia espástica e perda da propriocepção e vibração ipsilateral à lesão, e perda da sensibilidade à dor e temperatura contralateral à lesão, abaixo do nível da lesão.
A via espinotalâmica lateral, responsável pela dor e temperatura, cruza para o lado oposto da medula espinhal logo após entrar, antes de ascender ao cérebro.
A perda motora (via corticoespinhal lateral) e da propriocepção (colunas posteriores) é ipsilateral à lesão, pois essas vias cruzam em níveis superiores ou não cruzam na medula.
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