SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Plegia de um lado, hipoestesia tátil do mesmo lado da plegia e anestesia dolorosa do lado oposto à plegia são características da lesão:
Brown-Séquard = Plegia/Propriocepção ipsilateral + Dor/Temperatura contralateral.
A hemissecção medular interrompe o trato corticoespinal e funículo posterior (que cruzam no bulbo) ipsilateralmente, e o trato espinotalâmico (que cruza na medula) contralateralmente.
A Síndrome de Brown-Séquard é um modelo clássico de estudo da neuroanatomia funcional. Ela demonstra a organização somatotópica e o nível de decussação das principais vias ascendentes e descendentes. O reconhecimento clínico imediato é crucial para a investigação etiológica, geralmente envolvendo exames de imagem como a Ressonância Magnética (RM) de coluna para identificar compressões extrínsecas ou lesões intrínsecas. Na prática clínica, o nível sensitivo para dor e temperatura costuma estar um ou dois dermátomos abaixo do nível real da lesão anatômica, devido ao trajeto ascendente das fibras antes do cruzamento. O prognóstico funcional para deambulação em pacientes com Brown-Séquard traumático é geralmente melhor do que em outras síndromes medulares incompletas.
A Síndrome de Brown-Séquard, ou hemissecção medular, é caracterizada por perda da função motora (paralisia espástica) e da sensibilidade epicrítica/proprioceptiva do mesmo lado da lesão (ipsilateral), associada à perda da sensibilidade térmica e dolorosa do lado oposto (contralateral). Isso ocorre porque as fibras do trato espinotalâmico lateral cruzam para o lado oposto da medula logo após entrarem, enquanto as fibras motoras e do funículo posterior já cruzaram no nível do bulbo ou cruzam apenas abaixo da lesão.
A perda de sensibilidade dolorosa e térmica é contralateral porque o trato espinotalâmico lateral, responsável por essas modalidades, cruza para o lado oposto da medula espinal através da comissura branca anterior, geralmente um ou dois segmentos acima do nível de entrada da raiz nervosa. Assim, uma lesão na metade direita da medula interrompe as fibras que trazem informações do lado esquerdo do corpo.
As causas mais comuns incluem traumas penetrantes (como ferimentos por arma branca ou projéteis de arma de fogo), fraturas vertebrais desalinhadas, tumores extramedulares compressivos, hérnias de disco volumosas e, raramente, processos inflamatórios ou isquêmicos que afetam apenas uma metade da medula espinal.
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