Síndrome de Brown: Diagnóstico e Características Clínicas

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

Com relação à síndrome de Brown:

Alternativas

  1. A) É bilateral na maior parte dos casos.
  2. B) Ocorre maior limitação da elevação do olho em abdução do que em adução.
  3. C) Nos casos unilaterais, há hipertropia do olho afetado na posição primária do olhar.
  4. D) O teste de dução forçada mostra resistência à elevação do olho em adução.

Pérola Clínica

Síndrome de Brown = Limitação de elevação em adução + Teste de dução forçada positivo.

Resumo-Chave

A Síndrome de Brown é um estrabismo restritivo causado por anomalias no tendão do músculo oblíquo superior, impedindo o deslizamento livre pela tróclea.

Contexto Educacional

A Síndrome de Brown, também conhecida como síndrome da bainha do tendão do oblíquo superior, é uma forma peculiar de estrabismo restritivo. Diferente da maioria dos estrabismos que envolvem desequilíbrios de força muscular, aqui o problema é um 'efeito rédea'. Quando o olho tenta elevar em adução, o músculo oblíquo inferior deveria agir, mas o tendão do oblíquo superior não consegue 'ceder' ou deslizar através da tróclea, travando o movimento. Na maioria dos casos, a síndrome é unilateral e os pacientes podem apresentar uma posição compensatória da cabeça (torcicolo ocular) para manter a visão binocular simples. O tratamento é conservador na ausência de desvios em posição primária ou torcicolo importante; casos graves podem exigir tenotomia ou alongamento do tendão do oblíquo superior.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a Síndrome de Brown no exame físico?

A característica clínica cardinal é a incapacidade ou limitação severa de elevar o olho afetado quando este se encontra em posição de adução (olhando para o nariz). Em abdução, a elevação costuma ser normal ou apenas levemente reduzida. Pode haver um 'downshoot' (depressão do globo) ao tentar aduzir o olho. Diferente de paralisias musculares, a causa aqui é mecânica e restritiva, envolvendo o complexo tendão-tróclea do músculo oblíquo superior.

Como diferenciar a Síndrome de Brown da paralisia do oblíquo inferior?

A diferenciação principal é feita através do teste de dução forçada. Na Síndrome de Brown, o examinador sente uma resistência física ao tentar elevar passivamente o olho em adução (teste positivo). Na paralisia do oblíquo inferior, o olho se move livremente durante a manobra passiva (teste negativo), indicando que o problema é a falta de força muscular (inervacional) e não uma trava mecânica.

Qual é a etiologia da Síndrome de Brown?

Pode ser congênita ou adquirida. A forma congênita geralmente decorre de um tendão do oblíquo superior curto ou pouco elástico. As formas adquiridas podem ser causadas por trauma na região da tróclea, cirurgias prévias, ou processos inflamatórios como artrite reumatoide e sinusite, que provocam tenossinovite do tendão, impedindo seu livre trânsito pela polia troclear.

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