CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Assinale a alternativa que contém a condição que em geral é acompanhada por anisotropia em "V":
Síndrome de Brown = restrição do oblíquo superior → limitação da elevação em adução + anisotropia em V.
A Síndrome de Brown é caracterizada por uma restrição mecânica do tendão do oblíquo superior, resultando em dificuldade de elevação do olho quando este está em adução.
O estudo das anisotropias (padrões em A, V, Y ou X) é fundamental na estrabologia para o planejamento cirúrgico. A anisotropia em V é a mais comum e geralmente está ligada à hiperfunção dos músculos oblíquos inferiores ou hipofunção dos oblíquos superiores. A Síndrome de Brown representa um modelo de estrabismo restritivo onde o tendão do oblíquo superior não consegue deslizar livremente pela tróclea. O tratamento só é indicado se houver torcicolo compensatório importante, desvio na posição primária do olhar ou diplopia. O conhecimento dessa condição evita cirurgias desnecessárias em músculos retos quando o problema é puramente mecânico no tendão oblíquo.
A Síndrome de Brown, também conhecida como síndrome da bainha do tendão do oblíquo superior, é um distúrbio de motilidade ocular caracterizado pela incapacidade ou dificuldade de elevar o olho afetado quando este se encontra em adução (olhando para o nariz). Pode ser congênita (anomalia estrutural do tendão) ou adquirida (inflamação, trauma ou cirurgia). O teste de ducção passiva é positivo, confirmando a natureza restritiva da patologia.
A anisotropia em V refere-se a uma variação no desvio horizontal entre o olhar para cima e o olhar para baixo (maior divergência ou menor convergência no olhar superior). Na Síndrome de Brown, a restrição mecânica do oblíquo superior impede o movimento fluido. Embora a relação exata varie, a disfunção dos músculos oblíquos frequentemente gera padrões de anisotropia; no caso de Brown, o padrão em 'V' é um achado clínico clássico associado à tentativa de compensação ou à própria mecânica do tendão restrito.
A principal diferença reside no teste de ducção passiva. Na Síndrome de Brown, o olho não pode ser elevado passivamente em adução (restrição mecânica). Na paralisia do oblíquo inferior (que é rara isoladamente), o olho pode ser elevado passivamente, pois o problema é a falta de força muscular (parético) e não um impedimento físico. Além disso, na Síndrome de Brown, não costuma haver hiperfunção do oblíquo superior no olhar para baixo, ao contrário de quadros paréticos.
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