Síndrome de Brown: Diagnóstico e Características Clínicas

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

Com relação à afecção representada pelas figuras, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) O diagnóstico provável é paralisia do músculo reto superior direito.
  2. B) Posição viciosa de cabeça com depressão do mento é comum.
  3. C) Apresenta bons resultados cirúrgicos com a técnica de transposição dos músculos retos horizontais às proximidades da inserção do músculo reto superior.
  4. D) O diagnóstico provável é síndrome de Brown no olho direito.

Pérola Clínica

Síndrome de Brown → limitação da elevação em adução (restrição mecânica do tendão do oblíquo superior).

Resumo-Chave

A Síndrome de Brown é um estrabismo restritivo causado por uma anomalia no tendão do músculo oblíquo superior, impedindo o deslizamento livre pela tróclea e limitando a elevação do olho em adução.

Contexto Educacional

A Síndrome de Brown é um exemplo clássico de estrabismo restritivo. A fisiopatologia envolve um tendão do oblíquo superior 'curto' ou inelástico, ou uma dificuldade de passagem do tendão (ou seu complexo bainha-tendão) pela tróclea. Isso impede que o olho suba quando o músculo oblíquo inferior tenta contrair, pois o oblíquo superior não 'cede' o comprimento necessário. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na observação das versões. A posição viciosa de cabeça (torcicolo) pode ocorrer, geralmente com elevação do mento e inclinação da cabeça para o lado afetado para compensar a hipotropia. A técnica de transposição de retos horizontais mencionada em alternativas de provas costuma ser usada para paralisias de retos, não para restrições de oblíquos.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a Síndrome de Brown?

A Síndrome de Brown, ou síndrome da bainha do tendão do oblíquo superior, caracteriza-se pela incapacidade ou dificuldade de elevar o olho quando este está em adução (olhando para dentro). Em abdução, a elevação costuma ser normal ou quase normal. Pode ser congênita (mais comum) ou adquirida (inflamatória, traumática ou iatrogênica). Frequentemente observa-se um 'downshoot' (depressão súbita) do olho ao tentar a adução.

Como diferenciar Síndrome de Brown de paralisia do oblíquo inferior?

Ambas apresentam limitação de elevação em adução. No entanto, na Síndrome de Brown, o teste de ducção passiva (manobra de mover o olho com pinça sob anestesia) revela uma restrição mecânica à elevação em adução. Na paralisia do oblíquo inferior, a ducção passiva é livre. Além disso, na paralisia do oblíquo inferior, costuma haver hiperfunção do oblíquo superior ipsilateral, o que não ocorre tipicamente na Síndrome de Brown.

Qual o tratamento para a Síndrome de Brown?

O tratamento depende da etiologia e da gravidade. Casos congênitos leves, sem posição viciosa de cabeça ou desvio em posição primária, podem ser apenas observados, pois muitos melhoram com o tempo. Casos graves com torcicolo ou hipotropia em posição primária requerem cirurgia, geralmente o enfraquecimento do tendão do oblíquo superior (tenotomia ou expansores de tendão). Casos adquiridos inflamatórios podem responder a corticoides locais ou sistêmicos.

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