CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2022
A figura mostra o tratamento, provavelmente para qual afecção?
Síndrome de Brown = Limitação de elevação em adução; se inflamatória → corticoide local.
A Síndrome de Brown é um estrabismo restritivo causado por anomalias no tendão do oblíquo superior; formas adquiridas/inflamatórias podem ser tratadas com infiltração local de corticoides.
A Síndrome de Brown é um desafio diagnóstico no estrabismo. Sua fisiopatologia reside na falha do tendão do músculo oblíquo superior em deslizar através da polia troclear. Isso impede o alongamento necessário do músculo para permitir a elevação do globo ocular quando em adução. Nos casos inflamatórios, muitas vezes associados a doenças reumatológicas como a artrite reumatoide ou após traumas locais, a bainha do tendão torna-se estenosada. A aplicação de corticoide periocular, direcionada à região superomedial da órbita (próximo à tróclea), é uma intervenção eficaz que pode evitar a necessidade de cirurgias de enfraquecimento do oblíquo superior (como a tenotomia ou o uso de expansores de silicone), que carregam o risco de causar paralisia iatrogênica do músculo.
A Síndrome de Brown, ou síndrome da bainha do tendão do oblíquo superior, caracteriza-se pela incapacidade ou dificuldade de elevar o olho quando este está em adução (olhando para dentro). Pode ser congênita (anomalia estrutural do tendão) ou adquirida (inflamação, trauma ou cirurgia). Clinicamente, observa-se um 'downshoot' em adução e, frequentemente, um teste de ducção passiva positivo.
A infiltração local de corticoides (como triancinolona ou dexametasona) na região da tróclea é indicada para casos de Síndrome de Brown adquirida de origem inflamatória (trocleíte). Esses pacientes geralmente apresentam dor à palpação da tróclea e início súbito dos sintomas. O tratamento visa reduzir o edema e o espessamento do tendão, permitindo que ele deslize livremente pela tróclea novamente.
Ambas apresentam limitação de elevação em adução. No entanto, na paralisia do oblíquo inferior, o teste de ducção passiva é negativo (o olho sobe livremente se for puxado), e costuma haver hiperfunção do oblíquo superior ipsilateral. Na Síndrome de Brown, o teste de ducção passiva é positivo (há uma 'trava' mecânica) e não costuma haver desvio vertical importante na posição primária do olhar.
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