Tratamento da Síndrome de Brown Inflamatória

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2022

Enunciado

A figura mostra o tratamento, provavelmente para qual afecção?

Alternativas

  1. A) Exotropia intermitente.
  2. B) Divergência vertical dissociada.
  3. C) Paralisia de terceiro nervo craniano.
  4. D) Síndrome de Brown inflamatória.

Pérola Clínica

Síndrome de Brown = Limitação de elevação em adução; se inflamatória → corticoide local.

Resumo-Chave

A Síndrome de Brown é um estrabismo restritivo causado por anomalias no tendão do oblíquo superior; formas adquiridas/inflamatórias podem ser tratadas com infiltração local de corticoides.

Contexto Educacional

A Síndrome de Brown é um desafio diagnóstico no estrabismo. Sua fisiopatologia reside na falha do tendão do músculo oblíquo superior em deslizar através da polia troclear. Isso impede o alongamento necessário do músculo para permitir a elevação do globo ocular quando em adução. Nos casos inflamatórios, muitas vezes associados a doenças reumatológicas como a artrite reumatoide ou após traumas locais, a bainha do tendão torna-se estenosada. A aplicação de corticoide periocular, direcionada à região superomedial da órbita (próximo à tróclea), é uma intervenção eficaz que pode evitar a necessidade de cirurgias de enfraquecimento do oblíquo superior (como a tenotomia ou o uso de expansores de silicone), que carregam o risco de causar paralisia iatrogênica do músculo.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a Síndrome de Brown?

A Síndrome de Brown, ou síndrome da bainha do tendão do oblíquo superior, caracteriza-se pela incapacidade ou dificuldade de elevar o olho quando este está em adução (olhando para dentro). Pode ser congênita (anomalia estrutural do tendão) ou adquirida (inflamação, trauma ou cirurgia). Clinicamente, observa-se um 'downshoot' em adução e, frequentemente, um teste de ducção passiva positivo.

Quando a injeção de corticoide é indicada na Síndrome de Brown?

A infiltração local de corticoides (como triancinolona ou dexametasona) na região da tróclea é indicada para casos de Síndrome de Brown adquirida de origem inflamatória (trocleíte). Esses pacientes geralmente apresentam dor à palpação da tróclea e início súbito dos sintomas. O tratamento visa reduzir o edema e o espessamento do tendão, permitindo que ele deslize livremente pela tróclea novamente.

Como diferenciar a Síndrome de Brown da paralisia do oblíquo inferior?

Ambas apresentam limitação de elevação em adução. No entanto, na paralisia do oblíquo inferior, o teste de ducção passiva é negativo (o olho sobe livremente se for puxado), e costuma haver hiperfunção do oblíquo superior ipsilateral. Na Síndrome de Brown, o teste de ducção passiva é positivo (há uma 'trava' mecânica) e não costuma haver desvio vertical importante na posição primária do olhar.

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