Síndrome de Brown: Diagnóstico e Fisiopatologia

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018

Enunciado

A figura abaixo é compatível com a síndrome de:

Alternativas

  1. A) Möebius
  2. B) Duane
  3. C) Brown
  4. D) Fibrose congênita de retos inferiores

Pérola Clínica

Síndrome de Brown → Limitação da elevação em adução com ducção forçada positiva.

Resumo-Chave

A Síndrome de Brown é um estrabismo restritivo causado pela incapacidade do tendão do músculo oblíquo superior de deslizar livremente através da tróclea.

Contexto Educacional

A Síndrome de Brown, também conhecida como síndrome da bainha do tendão do oblíquo superior, é uma forma distinta de estrabismo restritivo. A fisiopatologia envolve um encurtamento, espessamento ou inflamação do tendão do oblíquo superior que impede seu trânsito suave pela tróclea durante o relaxamento (necessário para a elevação do globo ocular). Clinicamente, além da limitação em adução, pode haver um 'click' palpável ou audível durante a tentativa de movimento e uma divergência em 'V' na supraversão. O tratamento varia de observação em casos leves a corticoterapia em casos inflamatórios ou cirurgia (tenotomia ou expansores de tendão) em casos com torcicolo ou desvio em posição primária.

Perguntas Frequentes

Qual o sinal clínico clássico da Síndrome de Brown?

O sinal patognomônico é a incapacidade ou limitação severa de elevar o olho quando este está em posição de adução (voltado para o nariz), enquanto a elevação em abdução costuma estar normal ou pouco afetada.

Como diferenciar a Síndrome de Brown da paralisia do oblíquo inferior?

A principal diferença é o teste de ducção forçada: na Síndrome de Brown, ele é positivo (há resistência física ao movimento passivo de elevação em adução). Além disso, na paralisia do oblíquo inferior, observa-se frequentemente hiperfunção do oblíquo superior ipsilateral, o que não ocorre na Brown.

Quais são as causas da Síndrome de Brown?

Pode ser congênita (anomalias estruturais do tendão ou bainha) ou adquirida (inflamação por artrite reumatoide, trauma na região da tróclea, sinusite ou cirurgias prévias de oblíquo superior).

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