UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
O íleo biliar é uma complicação rara de litíase vesicular que ocorre com uma frequência de 0,3-0.5% e se caracteriza pela impactação de um ou mais cálculos no intestino delgado. Com base nas informações, assinale a opção correta.
Síndrome de Bouveret = íleo biliar com obstrução duodenal por fístula colecistoduodenal.
O íleo biliar é uma complicação rara da litíase vesicular, onde um cálculo migra para o intestino através de uma fístula bilioentérica, causando obstrução. A Síndrome de Bouveret é uma variante específica em que a obstrução ocorre no duodeno, geralmente por um cálculo grande que erodiu para o duodeno.
O íleo biliar é uma complicação incomum da litíase vesicular, caracterizada pela migração de um cálculo biliar para o trato gastrointestinal através de uma fístula bilioentérica, resultando em obstrução intestinal. Sua frequência é baixa, mas a morbimortalidade pode ser significativa, especialmente em idosos. A Síndrome de Bouveret é uma apresentação específica do íleo biliar, onde o cálculo impacta no duodeno, causando obstrução gástrica de saída. A formação da fístula colecistoduodenal é o evento chave, permitindo a passagem do cálculo. O diagnóstico é desafiador e exige alta suspeição clínica, complementado por exames de imagem como TC de abdome, que pode demonstrar o cálculo ectópico, a fístula e sinais de obstrução. O tratamento do íleo biliar e da Síndrome de Bouveret é predominantemente cirúrgico, visando a remoção do cálculo obstrutivo (enterolitotomia) e, em alguns casos, o reparo da fístula e colecistectomia, embora esta última possa ser adiada para um segundo momento. A abordagem endoscópica pode ser considerada para cálculos duodenais menores.
Os pacientes com íleo biliar geralmente apresentam sinais de obstrução intestinal alta, como dor abdominal, náuseas, vômitos biliosos e distensão abdominal. A história de litíase vesicular prévia é um fator de risco importante.
O diagnóstico da Síndrome de Bouveret é feito pela suspeita clínica em pacientes com obstrução duodenal e história de litíase. Exames de imagem como tomografia computadorizada de abdome são cruciais para identificar o cálculo impactado e a fístula bilioentérica.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, hidratação e descompressão gástrica. O tratamento definitivo é cirúrgico, com remoção do cálculo e, em alguns casos, reparo da fístula.
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