FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026
Paciente do sexo masculino, 57 anos de idade, etilista pesado, apresenta dor torácica súbitaapós vômitos intensos há 8 horas. Encontra se taquicárdico, com enfisema subcutâneo e diminuição dos sons respiratórios à esquerda. Radiografia de tórax mostra derrame pleural e pneumomediastino, Tomografia evidencia extravasamento de contraste do esôfago distal para o mediastino. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que apresenta a conduta CORRETA para esse caso.
Síndrome de Boerhaave → dor torácica súbita + vômitos + enfisema subcutâneo = Sutura primária + drenagem.
A Síndrome de Boerhaave, ruptura esofágica espontânea, é uma emergência médica grave, frequentemente associada a vômitos intensos. O diagnóstico é sugerido por dor torácica súbita, enfisema subcutâneo e pneumomediastino, confirmado por extravasamento de contraste. A conduta inicial em casos de perfuração recente e sem grande contaminação é a sutura primária da perfuração, associada à drenagem do mediastino e do tórax para controlar a sepse.
A Síndrome de Boerhaave representa uma emergência cirúrgica grave, caracterizada pela ruptura espontânea do esôfago, mais comumente na porção distal. É frequentemente precipitada por vômitos intensos, que levam a um aumento abrupto da pressão intraluminal esofágica. O diagnóstico precoce é crucial, pois o atraso no tratamento está associado a altas taxas de morbimortalidade devido à mediastinite e sepse. O quadro clínico clássico inclui dor torácica súbita e intensa, frequentemente irradiando para o dorso, associada a vômitos. Achados como enfisema subcutâneo, crepitação à palpação cervical e sinais de derrame pleural ou pneumotórax são indicativos. A confirmação diagnóstica é feita por exames de imagem, como radiografia de tórax (evidenciando pneumomediastino ou derrame pleural) e tomografia computadorizada com contraste oral, que demonstra o extravasamento. O tratamento cirúrgico, com sutura primária da perfuração e drenagem adequada, é a abordagem preferencial em pacientes estáveis e com diagnóstico precoce.
É a ruptura espontânea do esôfago, geralmente causada por um aumento súbito da pressão intraesofágica, como em vômitos intensos, levando ao extravasamento de conteúdo gástrico para o mediastino.
Clinicamente, dor torácica súbita, vômitos, dispneia e enfisema subcutâneo. Radiologicamente, pneumomediastino, derrame pleural e extravasamento de contraste na esofagografia.
Em casos de perfuração recente (até 24 horas) e sem grande destruição tecidual, a conduta de escolha é a sutura primária da perfuração, associada à drenagem do mediastino e da cavidade pleural.
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