HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
A êmese recorrente pode romper o reflexo de vômito normal, que permite o relaxamento do esfíncter esofageano inferior, resultando em um aumento da pressão esofágica intratorácica e perfuração. Essa patoligia é conhecida como:
Êmese violenta + dor torácica súbita + enfisema subcutâneo = Síndrome de Boerhaave (perfuração esofágica).
A Síndrome de Boerhaave é uma perfuração esofágica espontânea causada por um aumento súbito e maciço da pressão intra-esofágica, geralmente devido a vômitos violentos. A falha no relaxamento coordenado do esfíncter esofágico inferior durante a êmese leva a um aumento da pressão e ruptura da parede esofágica, sendo uma emergência médica grave.
A Síndrome de Boerhaave representa uma perfuração esofágica espontânea, uma condição rara, mas extremamente grave, com alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. É mais comumente associada a episódios de vômitos violentos ou êmese recorrente, que levam a um aumento súbito e maciço da pressão intraluminal no esôfago. A fisiopatologia envolve a falha no relaxamento coordenado do esfíncter esofágico inferior durante o vômito, o que impede a saída do conteúdo gástrico e eleva drasticamente a pressão dentro do esôfago. Essa pressão excessiva, combinada com a fragilidade da parede esofágica (geralmente na porção posterolateral do esôfago distal), resulta em uma ruptura transmural. O extravasamento de conteúdo gástrico e salivar para o mediastino causa mediastinite, uma infecção grave que pode rapidamente evoluir para sepse e choque. Os pacientes tipicamente apresentam dor torácica súbita e intensa após um episódio de vômito, dispneia e, em alguns casos, enfisema subcutâneo (tríade de Mackler). O diagnóstico precoce é crucial e envolve exames de imagem como radiografia de tórax e tomografia computadorizada. O tratamento é uma emergência cirúrgica, embora abordagens endoscópicas possam ser consideradas em casos selecionados, e inclui estabilização, antibioticoterapia e drenagem do mediastino.
A tríade clássica de Mackler inclui vômitos, dor torácica súbita e enfisema subcutâneo. Outros sintomas podem ser dispneia, taquicardia e febre, indicando mediastinite e sepse.
A perfuração ocorre devido a um aumento abrupto da pressão intraluminal esofágica durante vômitos violentos, combinado com a falha do relaxamento coordenado do esfíncter esofágico inferior. Isso cria um gradiente de pressão que excede a resistência da parede esofágica, levando à ruptura.
O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por exames de imagem como radiografia de tórax (pneumomediastino, derrame pleural) e tomografia computadorizada com contraste oral hidrossolúvel. A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica, antibioticoterapia de amplo espectro e, frequentemente, intervenção cirúrgica ou endoscópica urgente.
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