UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2021
Um homem de 45 anos em um churrasco ingeriu rapidamente grande quantidade de cerveja e alimentos. Subitamente começou a presentar vômitos violentos, dor em mediastino, odinofagia e dispneia. Qual o diagnóstico provável?
Vômitos violentos + dor mediastinal + enfisema subcutâneo → Síndrome de Boerhaave (Tríade de Mackler).
A Síndrome de Boerhaave é a ruptura espontânea do esôfago, geralmente causada por aumento súbito da pressão intraesofágica devido a vômitos intensos, sendo uma emergência médica com alta mortalidade se não tratada rapidamente.
A Síndrome de Boerhaave representa a ruptura espontânea do esôfago, uma emergência médica rara, mas com alta morbimortalidade. Geralmente é precipitada por vômitos violentos, que causam um aumento súbito da pressão intraesofágica, levando à laceração da parede esofágica, mais comumente na porção distal. Os sintomas incluem dor torácica súbita e intensa (mediastinal), odinofagia, dispneia e, em alguns casos, enfisema subcutâneo (tríade de Mackler). O diagnóstico precoce é crucial e pode ser auxiliado por radiografias de tórax (pneumomediastino, derrame pleural) e confirmado por tomografia computadorizada ou esofagograma com contraste hidrossolúvel. O tratamento é predominantemente cirúrgico, visando o reparo da ruptura e drenagem do mediastino, e deve ser instituído o mais rápido possível para evitar complicações graves como mediastinite, sepse e choque. O prognóstico depende diretamente do tempo entre a ruptura e o início do tratamento, sendo fundamental a alta suspeição clínica.
Os sintomas clássicos incluem vômitos violentos seguidos por dor torácica súbita e intensa (mediastinal), odinofagia e dispneia. A tríade de Mackler (vômitos, dor torácica e enfisema subcutâneo) é patognomônica, embora nem sempre presente em todos os casos.
A síndrome ocorre devido a um aumento súbito e maciço da pressão intraluminal esofágica, geralmente durante vômitos intensos ou esforço de valsalva, contra um esfíncter esofágico superior fechado. Isso leva à ruptura da parede esofágica, mais comumente na porção distal posterolateral esquerda.
A radiografia de tórax pode mostrar pneumomediastino, derrame pleural ou pneumotórax. A tomografia computadorizada de tórax é mais sensível para detectar ar e líquido no mediastino. O esofagograma com contraste hidrossolúvel é o exame diagnóstico de escolha para confirmar a ruptura.
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