UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Sobre a síndrome de Boerhaave, atribua V. (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) É a ruptura pós-emética do esôfago.( ) Caracteriza-se por hemorragia digestiva alta pós-vômitos incoercíveis.( ) A maioria das lesões ocorrem no terço médio do esôfago.( ) O tratamento endoscópico com prótese é a primeira escolha.( ) A detecção precoce e o tratamento cirúrgico nas primeiras 24 horas aumentam a sobrevida. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Síndrome de Boerhaave = ruptura esofágica pós-emética, mais comum no esôfago distal.
A Síndrome de Boerhaave é uma ruptura transmural espontânea do esôfago, classicamente associada a vômitos intensos, ocorrendo predominantemente no terço distal do esôfago. O diagnóstico precoce e o tratamento cirúrgico nas primeiras 24 horas são cruciais para a sobrevida, pois o atraso aumenta significativamente a morbimortalidade.
A Síndrome de Boerhaave é uma condição rara, mas extremamente grave, caracterizada pela ruptura transmural espontânea do esôfago. É classicamente associada a um aumento súbito e intenso da pressão intraesofágica, geralmente devido a vômitos incoercíveis, mas também pode ocorrer após esforço físico intenso, tosse ou parto. A alta morbimortalidade da síndrome a torna um desafio diagnóstico e terapêutico. A fisiopatologia envolve o aumento da pressão intraluminal esofágica contra um esfíncter esofágico superior fechado, resultando em uma ruptura linear. A localização mais comum da lesão é na parede posterolateral esquerda do terço distal do esôfago, próximo à junção esofagogástrica. Os sintomas incluem dor torácica súbita e intensa, vômitos e, em alguns casos, enfisema subcutâneo (tríade de Mackler). O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como esofagograma com contraste hidrossolúvel ou tomografia computadorizada de tórax. O tratamento da Síndrome de Boerhaave é uma emergência médica. A detecção precoce e a intervenção, preferencialmente cirúrgica, nas primeiras 24 horas são cruciais para a sobrevida do paciente. O atraso no tratamento leva à mediastinite, sepse e falência de múltiplos órgãos, com taxas de mortalidade que podem exceder 50%. Em casos selecionados e com rupturas pequenas e contidas, o manejo conservador pode ser considerado, mas a cirurgia (rafia da perfuração e drenagem) é a abordagem padrão para a maioria dos pacientes.
A tríade de Mackler (dor torácica, vômitos e enfisema subcutâneo) é clássica, mas nem sempre presente. Dor epigástrica ou torácica súbita e intensa após vômitos é o sintoma mais comum.
A ruptura ocorre mais frequentemente no terço distal do esôfago, na parede posterolateral esquerda, cerca de 2-3 cm acima da junção esofagogástrica.
O tratamento cirúrgico nas primeiras 24 horas é fundamental, pois o atraso aumenta drasticamente o risco de mediastinite, sepse e mortalidade, que pode chegar a 50% ou mais após 48 horas.
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