HCV - Hospital da Cruz Vermelha Brasileira (PR) — Prova 2015
Paciente masculino, 55 anos, apresentou diversos episódios sequenciais de vômitos. Iniciou então subitamente com dor torácica importante e dispnéia. O Rx de tórax demonstrou ar livre no mediastino. O diagnóstico clínico mais provável é da Síndrome de:
Vômitos intensos + dor torácica súbita + pneumomediastino = Síndrome de Boerhaave.
A Síndrome de Boerhaave é a ruptura espontânea do esôfago, tipicamente causada por um aumento súbito e intenso da pressão intraesofágica, como ocorre em vômitos violentos. A tríade clássica é vômitos, dor torácica e enfisema subcutâneo, com pneumomediastino sendo um achado radiológico chave.
A Síndrome de Boerhaave representa a ruptura espontânea do esôfago, uma condição rara, mas com alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. É tipicamente precipitada por um aumento súbito e intenso da pressão intraesofágica, como ocorre em episódios de vômitos violentos, tosse intensa ou esforço. A importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico rápido para evitar complicações graves como mediastinite e sepse. A fisiopatologia envolve a elevação abrupta da pressão intraluminal esofágica contra um esfíncter esofágico superior fechado, resultando em uma ruptura longitudinal, mais comumente na parede póstero-lateral do esôfago distal. Os achados diagnósticos clássicos incluem a tríade de Mackler (vômitos, dor torácica e enfisema subcutâneo), embora nem sempre completa. A radiografia de tórax pode revelar pneumomediastino, derrame pleural ou pneumotórax. O tratamento da Síndrome de Boerhaave é uma emergência médico-cirúrgica. O manejo inicial envolve estabilização do paciente, antibioticoterapia de amplo espectro e, na maioria dos casos, intervenção cirúrgica para reparo da perfuração e drenagem do mediastino. Em casos selecionados e precoces, o manejo endoscópico pode ser considerado. O prognóstico depende diretamente da rapidez do diagnóstico e da instituição do tratamento adequado.
Os principais sintomas são dor torácica súbita e intensa, geralmente após vômitos violentos, dispneia e, em alguns casos, enfisema subcutâneo.
O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico (sinal de Hamman) e exames de imagem como radiografia de tórax (pneumomediastino, derrame pleural) e esofagografia com contraste hidrossolúvel.
A Síndrome de Boerhaave é uma ruptura transmural do esôfago, uma emergência grave. A Síndrome de Mallory-Weiss é uma laceração não transmural da mucosa esofágica na junção gastroesofágica, causando sangramento, mas geralmente menos grave.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo