CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
A blefaroptose integrante da síndrome da blefarofimose é decorrente de:
Síndrome de Blefarofimose → Ptose por malformação/disgenesia do músculo levantador da pálpebra superior.
A blefaroptose na Síndrome de Blefarofimose é de origem miogênica, resultante de uma falha no desenvolvimento embrionário do músculo levantador da pálpebra superior, e não de uma falha de inervação.
A Síndrome de Blefarofimose (BPES) é um exemplo importante de ptose congênita complexa. A abordagem cirúrgica desses pacientes é desafiadora devido à má função do músculo levantador. Frequentemente, a técnica de escolha para correção da ptose é a suspensão frontal, utilizando-se fáscia lata ou materiais sintéticos, já que a ressecção do levantador costuma ser ineficaz pela má qualidade do tecido muscular. Além da questão estética, a correção precoce é vital para prevenir a ambliopia por privação, especialmente se a ptose cobrir o eixo visual. O reconhecimento do epicanto inverso e do telecanto ajuda a diferenciar a BPES de outras formas de ptose congênita isolada. O acompanhamento multidisciplinar, incluindo oftalmologistas especialistas em plástica ocular e geneticistas, é o padrão ouro para esses pacientes.
A Síndrome de Blefarofimose, Ptose e Epicanto Inverso (BPES) é uma condição genética autossômica dominante rara, causada por mutações no gene FOXL2. Ela é caracterizada por um quarteto clássico de achados oculares: blefarofimose (estreitamento horizontal da fenda palpebral), ptose palpebral severa (queda da pálpebra superior), epicanto inverso (prega cutânea que nasce na pálpebra inferior e sobe em direção ao canto interno) e telecanto (aumento da distância entre os cantos internos dos olhos, com distância interpupilar normal).
A ptose na BPES é classificada como miogênica congênita. Ela decorre de uma disgenesia ou malformação primária do músculo levantador da pálpebra superior (MLPS). Durante o desenvolvimento embrionário, o músculo não se desenvolve adequadamente, resultando em uma função do levantador muito pobre ou nula. Isso diferencia essa ptose de causas neurogênicas (problemas no nervo oculomotor) ou aponeuróticas (desinserção do tendão do músculo).
Sim, a BPES é dividida em dois tipos clínicos principais, ambos relacionados ao gene FOXL2. O Tipo I inclui as malformações palpebrais associadas à insuficiência ovariana prematura (menopausa precoce) nas mulheres afetadas. O Tipo II apresenta apenas as malformações palpebrais, sem disfunção sistêmica ou endócrina associada. O aconselhamento genético é fundamental, pois homens e mulheres podem transmitir a característica, mas o impacto na fertilidade é exclusivo do fenótipo feminino no Tipo I.
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