CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025
Assinale a alternativa que corretamente descreva principais características associadas à síndrome de blefarofimose.
Síndrome de Blefarofimose = Ptose severa + Telecanto + Epicanto inverso + Blefarofimose.
A BPES é uma condição genética autossômica dominante caracterizada por uma tétrade ocular clássica, podendo estar associada à falência ovariana precoce no tipo 1.
A Síndrome de Blefarofimose, Ptose e Epicanto Inverso (BPES) é uma desordem rara do desenvolvimento das pálpebras, com herança autossômica dominante, mapeada no gene FOXL2 (cromossomo 3q23). Além da tétrade clássica, os pacientes podem apresentar hipoplasia da borda orbital superior e ectrópio da pálpebra inferior. O reconhecimento precoce é vital não apenas para o manejo oftalmológico (prevenção de ambliopia e correção estética), mas também para o rastreio de saúde reprodutiva. Em mulheres, a associação com a falência ovariana prematura exige acompanhamento endocrinológico e discussões sobre preservação de fertilidade. O diagnóstico diferencial inclui outras formas de ptose congênita e síndromes malformativas faciais, mas a presença do epicanto inverso é um sinal patognomônico altamente sugestivo de BPES.
A Síndrome de Blefarofimose, Ptose e Epicanto Inverso (BPES) é caracterizada por quatro achados principais: 1) Blefarofimose (redução do comprimento horizontal da fenda palpebral); 2) Ptose palpebral bilateral severa (com função do músculo levantador geralmente muito pobre, < 4mm); 3) Epicanto inverso (prega cutânea que nasce na pálpebra inferior e sobe em direção à superior); e 4) Telecanto (aumento da distância entre os cantos internos dos olhos, com distância interpupilar normal).
Ambos os tipos apresentam as mesmas características oculares e são causados por mutações no gene FOXL2. A distinção é sistêmica: o Tipo 1 está associado à Insuficiência Ovariana Prematura (FOP), levando à infertilidade feminina precoce. O Tipo 2 apresenta apenas os achados oculares, sem disfunção endócrina associada. Como as manifestações oculares são idênticas, o aconselhamento genético e a avaliação hormonal são fundamentais em todas as pacientes jovens diagnosticadas.
Devido à função do músculo levantador da pálpebra superior ser geralmente muito precária (menor que 4 mm), a técnica de escolha para correção da ptose na BPES costuma ser a suspensão ao músculo frontal (frontalis sling). O tratamento é frequentemente realizado em estágios, corrigindo-se primeiro o epicanto e o telecanto e, em um segundo tempo cirúrgico, a ptose, visando prevenir a ambliopia e melhorar a estética e o campo visual.
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