Síndrome de Blefarofimose: Diagnóstico e Achados Clínicos

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007

Enunciado

Assinale qual dos achados abaixo é encontrado na síndrome de blefarofimose:

Alternativas

  1. A) Anquilobléfaro
  2. B) Euribléfaro
  3. C) Epicanto inverso
  4. D) Epibléfaro

Pérola Clínica

Síndrome de Blefarofimose = Ptose + Telecanto + Epicanto Inverso + Blefarofimose.

Resumo-Chave

A Síndrome de Blefarofimose, Ptose e Epicanto Inverso (BPES) é uma condição autossômica dominante caracterizada por uma tétrade clássica de malformações palpebrais.

Contexto Educacional

A Síndrome de Blefarofimose, Ptose e Epicanto Inverso (BPES) é uma desordem do desenvolvimento craniofacial complexa. O tratamento é eminentemente cirúrgico e desafiador, geralmente exigindo múltiplas etapas para corrigir o telecanto/epicanto (através de cantoplastias e plastias em Z) e a ptose (frequentemente com suspensão ao frontal devido à má função do músculo elevador da pálpebra superior). O reconhecimento precoce é vital não apenas para a reabilitação visual (prevenção de ambliopia por oclusão), mas também para o aconselhamento genético. Em pacientes do sexo feminino, a investigação de mutações no gene FOXL2 é crucial para determinar o risco de falência ovariana precoce, permitindo o planejamento reprodutivo adequado.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o epicanto inverso na BPES?

O epicanto inverso é uma prega cutânea vertical que se origina na pálpebra inferior e sobe em direção ao canto interno, cobrindo-o parcialmente. É o achado mais característico da Síndrome de Blefarofimose (BPES) e diferencia-se dos outros tipos de epicanto (como o tarsalis ou verticalis) que geralmente se originam na pálpebra superior.

Quais são os quatro componentes da tétrade da BPES?

A tétrade clássica da Síndrome de Blefarofimose (BPES) consiste em: 1) Blefarofimose (estreitamento horizontal da fenda palpebral); 2) Ptose palpebral severa (geralmente com função do elevador pobre); 3) Epicanto inverso; e 4) Telecanto (aumento da distância entre os cantos internos, com distância interpupilar normal).

Qual a diferença entre BPES Tipo 1 e Tipo 2?

Ambos os tipos apresentam a tétrade palpebral. A diferença fundamental é sistêmica: o Tipo 1 está associado à Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) nas mulheres afetadas, levando à infertilidade precoce. O Tipo 2 apresenta apenas os achados oculares, sem disfunção ovariana. Ambas são causadas por mutações no gene FOXL2.

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