HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2021
Mulher, 70 anos, com hipertensão arterial sistêmica controlada, consulta com queixa de incontinência urinária de urgência, aumento da frequência miccional e noctúria. Os sintomas iniciaram há dois anos e a paciente nunca havia buscado tratamento. Traz exame comum de urina sem anormalidades e urocultura negativa, realizados recentemente. Em relação ao caso clínico, afirma-se que
Incontinência urinária de urgência + noctúria + urocultura negativa em idosa → Bexiga Hiperativa.
A síndrome da bexiga hiperativa é a principal causa de incontinência urinária de urgência em idosas com exames de urina normais. É caracterizada por urgência miccional, com ou sem incontinência, geralmente acompanhada de frequência e noctúria.
A incontinência urinária de urgência é uma queixa comum em mulheres idosas, impactando significativamente sua qualidade de vida. Quando acompanhada de aumento da frequência miccional e noctúria, e na ausência de infecção urinária (urocultura negativa) ou outras patologias evidentes, a principal hipótese diagnóstica é a Síndrome da Bexiga Hiperativa (SBH). Esta condição é caracterizada por contrações involuntárias do músculo detrusor da bexiga, resultando na sensação súbita e inadiável de urinar. O diagnóstico da SBH é clínico, baseado na história e nos sintomas da paciente, após exclusão de outras causas como infecção urinária, atrofia vaginal (que pode ser tratada com terapia hormonal local), ou condições neurológicas. Exames como o sumário de urina e a urocultura são essenciais para descartar infecção. A avaliação urodinâmica, embora útil em casos selecionados, não é rotineiramente necessária para o diagnóstico inicial. O tratamento da SBH geralmente começa com medidas comportamentais, como treinamento vesical, modificação da dieta e exercícios do assoalho pélvico. Se estas falharem, medicamentos antimuscarínicos ou agonistas beta-3 podem ser introduzidos. A duloxetina é indicada para incontinência urinária de esforço, não de urgência. A terapia de reposição hormonal sistêmica não é a primeira linha para SBH, mas a terapia estrogênica local pode ser benéfica para sintomas de atrofia urogenital concomitante.
A síndrome da bexiga hiperativa é definida pela presença de urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de frequência e noctúria, na ausência de infecção urinária ou outra patologia óbvia.
O tratamento de primeira linha para a bexiga hiperativa consiste em medidas comportamentais, como treinamento vesical, restrição de líquidos à noite, modificação da dieta e exercícios para o assoalho pélvico.
A avaliação urodinâmica de múltiplos canais é indicada em casos de falha do tratamento conservador, suspeita de outras condições urológicas, ou antes de intervenções cirúrgicas, não sendo rotina para o diagnóstico inicial de bexiga hiperativa.
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