UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Paciente de 46 anos, g5 p3 a2, procurou atendimento com ginecologista, devido a queixas de urgeincontinência, nocturia, aumento da frequência urinária e urocultura negativa e fechou diagnóstico de síndrome da bexiga hiperativa. Das opções abaixo descritas, a mais indicada para iniciar o tratamento medicamentoso é o/a
Bexiga Hiperativa: 1ª linha medicamentosa → Anticolinérgico ou Beta-3 agonista, iniciar com dose mínima para minimizar efeitos adversos.
Para a Síndrome da Bexiga Hiperativa, após falha das medidas comportamentais, a terapia medicamentosa de primeira linha inclui anticolinérgicos (antimuscarínicos) ou beta-3 agonistas. É crucial iniciar com a menor dose eficaz para mitigar os efeitos colaterais, como boca seca e constipação para anticolinérgicos, e hipertensão para beta-3 agonistas.
A Síndrome da Bexiga Hiperativa (SBH) é uma condição crônica caracterizada por urgência urinária, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de frequência urinária e noctúria, na ausência de infecção urinária ou outra patologia óbvia. Afeta significativamente a qualidade de vida e sua prevalência aumenta com a idade. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas relatados pelo paciente e exclusão de outras causas. O tratamento da SBH geralmente começa com medidas comportamentais, como treinamento vesical, modificação da ingestão de líquidos e exercícios do assoalho pélvico. Quando estas medidas são insuficientes, a terapia medicamentosa é indicada. As duas principais classes de medicamentos de primeira linha são os anticolinérgicos (antimuscarínicos) e os beta-3 agonistas. Os anticolinérgicos atuam bloqueando os receptores muscarínicos na bexiga, inibindo as contrações involuntárias do músculo detrusor. É fundamental iniciar o tratamento medicamentoso com a menor dose eficaz para minimizar os efeitos adversos, que são comuns com os anticolinérgicos (boca seca, constipação, visão turva, tontura) e podem levar à descontinuação do tratamento. Os beta-3 agonistas, como a mirabegrona, representam uma alternativa com um perfil de efeitos adversos diferente, geralmente com menor impacto nos sintomas anticolinérgicos, sendo uma boa opção para pacientes que não toleram ou têm contraindicações aos anticolinérgicos. A escolha do medicamento e a titulação da dose devem ser individualizadas, considerando a eficácia, tolerabilidade e comorbidades do paciente.
As opções de primeira linha incluem os anticolinérgicos (antimuscarínicos), como oxibutinina, tolterodina, solifenacina, e os beta-3 agonistas, como a mirabegrona. A escolha depende do perfil do paciente e da tolerância aos efeitos adversos.
Iniciar com a dose mínima é crucial para minimizar os efeitos adversos, como boca seca, constipação, visão turva e, em idosos, risco de comprometimento cognitivo. Isso melhora a adesão do paciente ao tratamento e permite uma titulação gradual da dose, se necessário.
Anticolinérgicos agem bloqueando receptores muscarínicos na bexiga, reduzindo as contrações do detrusor. Beta-3 agonistas, como mirabegrona, relaxam o músculo detrusor ativando receptores beta-3. Beta-3 agonistas tendem a ter menos efeitos anticolinérgicos sistêmicos, sendo uma boa opção para pacientes que não toleram os anticolinérgicos ou com contraindicações a eles.
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