UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Mulher, 42 anos de idade, nuligesta, refere urgência miccional há 6 meses. Refere também acordar 2 vezes à noite para urinar. Nega comorbidades. Qual é o diagnóstico mais provável?
Urgência miccional + noctúria sem ITU = Síndrome da Bexiga Hiperativa.
A Síndrome da Bexiga Hiperativa é caracterizada por urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de polaciúria e noctúria, na ausência de infecção urinária ou outra patologia óbvia. É um diagnóstico clínico baseado nos sintomas do paciente.
A Síndrome da Bexiga Hiperativa (SBH) é uma condição crônica comum, definida pela International Continence Society (ICS) como urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de polaciúria e noctúria, na ausência de infecção urinária ou outra patologia óbvia. Afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes, sendo mais prevalente em mulheres. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história detalhada dos sintomas. É crucial excluir outras causas de sintomas urinários, como infecções do trato urinário, urolitíase, tumores vesicais ou doenças neurológicas. Exames como urocultura e sumário de urina são importantes para afastar infecção e outras condições que mimetizam a SBH. O manejo da SBH começa com medidas comportamentais, como treinamento vesical, modificação da dieta e ingestão de líquidos. A farmacoterapia inclui antimuscarínicos (oxibutinina, tolterodina) e agonistas beta-3 (mirabegrona), que relaxam o músculo detrusor. Em casos refratários, podem ser consideradas injeções de toxina botulínica na bexiga ou neuromodulação sacral, visando melhorar o controle vesical.
Os critérios incluem urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de polaciúria e noctúria, na ausência de infecção urinária ou outras patologias evidentes que justifiquem os sintomas.
A bexiga hiperativa não apresenta sinais de infecção, como disúria intensa, piúria ou bacteriúria no exame de urina, que são comuns em ITUs. A urocultura é fundamental para essa diferenciação.
O tratamento inclui modificações comportamentais (treinamento vesical, restrição hídrica noturna), farmacoterapia (antimuscarínicos, agonistas beta-3) e, em casos refratários, terapias avançadas como toxina botulínica intravesical ou neuromodulação sacral.
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