Bexiga Hiperativa em Idosas: Diagnóstico e Tratamento

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 69 anos de idade, refere urgência em urinar no retorno ao seu domicílio e, às vezes, tem perda urinária concomitante, há 6 meses. Qual é o diagnóstico clínico e a conduta?

Alternativas

  1. A) Incontinência Urinária de Esforço, indicar cirurgia de Burch
  2. B) Infecçcão Urinária de repetição, prescrição de antibioticoprofilaxia por 6 meses
  3. C) Incontinência Urinária de Esforço, indicar fisioterapia do assoalho pélvico
  4. D) Síndrome da Bexiga Hiperativa, prescrição de antagonista de receptor B3 adrenérgico
  5. E) Síndrome da Bexiga Hiperativa, prescrição de anticolinérgico ou B3 adrenérgico

Pérola Clínica

Urgência miccional + perda urinária em idosa = Bexiga Hiperativa → anticolinérgico ou agonista B3.

Resumo-Chave

A Síndrome da Bexiga Hiperativa é caracterizada por urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de frequência e noctúria. O tratamento inicial inclui medidas comportamentais e fisioterapia, mas a farmacoterapia com anticolinérgicos (ex: oxibutinina, tolterodina) ou agonistas beta-3 adrenérgicos (ex: mirabegrona) é frequentemente necessária para controle dos sintomas.

Contexto Educacional

A Síndrome da Bexiga Hiperativa (SBH) é uma condição crônica comum, especialmente em mulheres idosas, caracterizada por urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de frequência urinária e noctúria. A fisiopatologia envolve uma hiperatividade do músculo detrusor da bexiga, que se contrai involuntariamente durante a fase de enchimento, mesmo com volumes baixos de urina. O diagnóstico é clínico, baseado na história dos sintomas e exclusão de outras causas, como infecção urinária. A conduta inicial para a SBH inclui modificações comportamentais (restrição de líquidos irritantes, treinamento vesical) e fisioterapia do assoalho pélvico. Quando essas medidas não são suficientes, a farmacoterapia é indicada. Os anticolinérgicos (ex: oxibutinina, tolterodina, solifenacina) são a primeira linha, atuando no bloqueio dos receptores muscarínicos na bexiga, inibindo as contrações involuntárias do detrusor. No entanto, podem causar efeitos adversos como boca seca e constipação. Alternativamente, ou em casos de intolerância aos anticolinérgicos, os agonistas beta-3 adrenérgicos (ex: mirabegrona) podem ser utilizados. Eles atuam relaxando o músculo detrusor através da estimulação dos receptores beta-3, aumentando a capacidade de armazenamento da bexiga com menos efeitos colaterais anticolinérgicos. A escolha do medicamento deve considerar o perfil do paciente e suas comorbidades.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da Síndrome da Bexiga Hiperativa?

Os sintomas clássicos incluem urgência miccional (sensação súbita e inadiável de urinar), com ou sem incontinência de urgência, além de aumento da frequência urinária diurna e noturna (noctúria).

Quais classes de medicamentos são usadas para tratar a bexiga hiperativa?

As principais classes de medicamentos são os anticolinérgicos (como oxibutinina, tolterodina) e os agonistas beta-3 adrenérgicos (como mirabegrona), que atuam relaxando o músculo detrusor da bexiga.

Como diferenciar incontinência urinária de urgência de esforço?

A incontinência de urgência é a perda involuntária de urina acompanhada ou precedida por urgência. A incontinência de esforço é a perda involuntária de urina associada a esforços físicos, como tossir ou espirrar.

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