UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Mulher de 35 anos, nuligesta, apresentando há 8 meses dor suprapúbica associada a enchimento vesical, acompanhada de dispareunia, disúria, urgência miccional, aumento da frequência miccional, tenesmo e noctúria. Nega outros sintomas. Sem achados no exame físico geral, no exame abdominal, no toque vaginal e no exame especular. Exame de sedimento urinário está normal. O diagnóstico mais provável é:
Dor suprapúbica crônica + sintomas urinários irritativos + exames normais = Síndrome da Bexiga Dolorosa.
A Síndrome da Bexiga Dolorosa (Cistite Intersticial) é caracterizada por dor pélvica crônica relacionada ao enchimento vesical, acompanhada de sintomas urinários irritativos, na ausência de infecção ou outras causas identificáveis.
A Síndrome da Bexiga Dolorosa (SBD), também conhecida como Cistite Intersticial, é uma condição crônica e debilitante caracterizada por dor pélvica, pressão ou desconforto relacionados à bexiga, acompanhada de sintomas do trato urinário inferior, como urgência e frequência miccional. Afeta predominantemente mulheres e tem um impacto significativo na qualidade de vida, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico. A fisiopatologia da SBD é complexa e multifatorial, envolvendo disfunção da camada protetora da bexiga (glicosaminoglicanos), ativação de mastócitos, inflamação neurogênica e alterações na inervação vesical. O diagnóstico é clínico e de exclusão, exigindo uma investigação minuciosa para afastar outras condições com sintomas semelhantes, como infecções urinárias, endometriose ou outras causas de dor pélvica crônica. Exames como urocultura e cistoscopia são importantes para exclusão. O tratamento da SBD é individualizado e visa o alívio dos sintomas, pois não há cura definitiva. Inclui modificações dietéticas, fisioterapia do assoalho pélvico, medicamentos orais (amitriptilina, pentosano polissulfato de sódio), instilações intravesicais e, em casos refratários, procedimentos cirúrgicos. O manejo multidisciplinar é fundamental para oferecer suporte e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Os sintomas incluem dor suprapúbica crônica, que piora com o enchimento da bexiga e melhora após a micção, acompanhada de urgência, frequência miccional aumentada, noctúria, disúria e dispareunia.
O diagnóstico é de exclusão, baseado nos sintomas clínicos típicos e na ausência de outras causas identificáveis, como infecção urinária, endometriose ou outras patologias pélvicas. A cistoscopia pode revelar lesões de Hunner.
Os diferenciais incluem infecção do trato urinário, endometriose, síndrome do intestino irritável, doenças sexualmente transmissíveis, dor pélvica crônica de outras etiologias e disfunções do assoalho pélvico.
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