UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
A Síndrome da Bexiga Dolorosa (SBD) ou Cistite Intersticial (CI) é uma condição crônica que pode levar a uma redução importante da qualidade de vida das pacientes. Sabemos que até 90% das pessoas acometidas por essa patologia são do sexo feminino, principalmente brancas com média de idade de 40 anos. Qual das características abaixo NÃO faz parte do quadro:
SBD/CI = dor pélvica crônica + sintomas urinários irritativos SEM infecção urinária.
A Síndrome da Bexiga Dolorosa (Cistite Intersticial) é uma condição crônica caracterizada por dor pélvica e sintomas urinários irritativos, como urgência, frequência e noctúria. É crucial diferenciá-la de infecções urinárias, pois a ausência de infecção é um critério diagnóstico fundamental.
A Síndrome da Bexiga Dolorosa (SBD), também conhecida como Cistite Intersticial (CI), é uma condição crônica e debilitante que afeta predominantemente mulheres de meia-idade. Caracterizada por dor pélvica crônica associada a sintomas urinários irritativos como urgência, frequência e noctúria, a SBD impacta significativamente a qualidade de vida das pacientes. Sua etiologia é multifatorial e ainda não totalmente compreendida, envolvendo disfunção da barreira urotelial, inflamação neurogênica e ativação de mastócitos. O diagnóstico da Cistite Intersticial é de exclusão, ou seja, é feito após afastar outras causas de dor pélvica e sintomas urinários, sendo a ausência de infecção urinária um critério fundamental. Exames como urocultura, cistoscopia com biópsia (para identificar úlceras de Hunner) e urodinâmica podem auxiliar na avaliação e exclusão de diagnósticos diferenciais. É crucial suspeitar de CI em pacientes com sintomas urinários crônicos que não respondem ao tratamento convencional para infecções. O tratamento da SBD é complexo e individualizado, visando o alívio dos sintomas. Inclui modificações dietéticas, fisioterapia pélvica, medicamentos orais (amitriptilina, pentosano polissulfato de sódio), instilações intravesicais (DMSO, heparina) e, em casos refratários, procedimentos cirúrgicos. O prognóstico varia, mas o manejo multidisciplinar é essencial para melhorar a qualidade de vida das pacientes.
A Cistite Intersticial manifesta-se com dor suprapúbica crônica, urgência e frequência urinárias, noctúria e dispareunia, sem evidência de infecção.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas característicos e na exclusão de outras condições, como infecção urinária, endometriose e cálculos, após exames complementares.
A principal diferença é a ausência de infecção bacteriana na Cistite Intersticial, enquanto a infecção urinária é causada por bactérias e responde a antibióticos.
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