Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
Considere as seguintes alterações. I. Aumento da frequência miccional. lI. Disúria. IlI. Incontinência urinária de esforço. IV. Dor pélvica. São elementos presentes em pacientes com diagnóstico de Síndrome da Bexiga Dolorosa/ Cistite Intersticial os presentes em
Síndrome da Bexiga Dolorosa/Cistite Intersticial = Dor pélvica crônica + Aumento da frequência miccional.
A Síndrome da Bexiga Dolorosa/Cistite Intersticial é caracterizada por dor pélvica crônica relacionada à bexiga, acompanhada de sintomas urinários do trato inferior, como aumento da frequência e urgência miccional. Disúria e incontinência de esforço são menos típicas ou secundárias.
A Síndrome da Bexiga Dolorosa (SBD), também conhecida como Cistite Intersticial (CI), é uma condição crônica caracterizada por dor pélvica relacionada à bexiga, acompanhada de sintomas do trato urinário inferior, como aumento da frequência e urgência miccional, na ausência de infecção ou outras causas identificáveis. Afeta predominantemente mulheres e tem um impacto significativo na qualidade de vida. A fisiopatologia da SBD/CI é complexa e multifatorial, envolvendo disfunção da barreira epitelial da bexiga, ativação de mastócitos, inflamação neurogênica e disfunção do sistema nervoso central. Os sintomas cardinais são a dor pélvica crônica (suprapúbica, perineal ou uretral), que piora com o enchimento da bexiga e melhora com a micção, e a frequência/urgência miccional aumentada. A disúria pode ocorrer, mas não é o sintoma definidor, e a incontinência urinária de esforço não é uma característica primária. O diagnóstico da SBD/CI é de exclusão, após afastar outras condições como infecções urinárias, endometriose, prostatite e outras causas de dor pélvica. O tratamento é multimodal e visa aliviar os sintomas, incluindo modificações dietéticas, fisioterapia pélvica, medicamentos orais (amitriptilina, hidroxizina, pentosano polissulfato de sódio) e intravesicais, e, em casos refratários, procedimentos cirúrgicos.
Os principais sintomas incluem dor pélvica crônica, que piora com o enchimento da bexiga e melhora após a micção, além de aumento da frequência e urgência miccional, tanto diurna quanto noturna.
A dor pélvica na cistite intersticial é tipicamente suprapúbica, mas pode irradiar para a uretra, vagina, períneo ou escroto. É uma dor crônica, persistente, que varia em intensidade e está diretamente relacionada ao ciclo de enchimento e esvaziamento da bexiga.
A disúria pode estar presente, mas não é um sintoma cardinal como a dor pélvica. A incontinência urinária de esforço não é um sintoma primário da síndrome, embora a urgência possa levar a episódios de incontinência de urgência.
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