Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2022
Qual das alternativas a seguir apresenta uma consequência da asfixia neonatal para os pulmões?
Asfixia neonatal → sofrimento fetal → eliminação de mecônio → aspiração pulmonar → Síndrome de Aspiração do Mecônio (SAM).
A asfixia neonatal é um fator de risco para a eliminação de mecônio no líquido amniótico. Se o recém-nascido aspirar esse mecônio durante as primeiras respirações, pode desenvolver a Síndrome de Aspiração do Mecônio (SAM), uma grave complicação pulmonar.
A asfixia neonatal, definida como a privação de oxigênio e/ou perfusão sanguínea adequada para os tecidos do recém-nascido, é uma das principais causas de morbimortalidade perinatal. Suas consequências podem afetar múltiplos órgãos e sistemas, sendo os pulmões um dos mais vulneráveis. A Síndrome de Aspiração do Mecônio (SAM) é uma complicação pulmonar direta e grave da asfixia, ocorrendo em cerca de 5-10% dos nascimentos com líquido amniótico meconial. A fisiopatologia da SAM inicia-se com o sofrimento fetal induzido pela asfixia, que leva à liberação de mecônio no líquido amniótico. Se o feto ou recém-nascido aspirar esse mecônio, ele pode causar obstrução mecânica das vias aéreas, pneumonite química, inativação do surfactante e, em casos graves, hipertensão pulmonar persistente. O diagnóstico é feito pela história de líquido amniótico meconial e sinais de desconforto respiratório no recém-nascido. O manejo da SAM envolve suporte respiratório, que pode incluir oxigenoterapia, ventilação mecânica e, em casos refratários, óxido nítrico inalatório ou ECMO. A prevenção é crucial e inclui a identificação e manejo do sofrimento fetal. O prognóstico da SAM varia de acordo com a gravidade da aspiração e a presença de hipertensão pulmonar, podendo levar a sequelas respiratórias a longo prazo.
A SAM é uma condição respiratória grave que ocorre quando um recém-nascido aspira mecônio (primeiras fezes do bebê) presente no líquido amniótico para os pulmões, causando obstrução das vias aéreas, inflamação e pneumonite química.
A asfixia neonatal pode causar sofrimento fetal, levando à hipóxia e acidose. Isso pode estimular o peristaltismo intestinal e o relaxamento do esfíncter anal, resultando na eliminação de mecônio. Em seguida, o feto pode fazer movimentos respiratórios de gasping, aspirando o mecônio.
As manifestações incluem desconforto respiratório (taquipneia, gemência, tiragem, cianose), tórax em barril, estertores e roncos. A radiografia de tórax pode mostrar infiltrados grosseiros, hiperinsuflação e atelectasias.
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