Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2021
Sobre a síndrome de aspiração meconial, analise os itens para assinalar a alternativa verdadeira. I. A síndrome de aspiração meconial, dentre outros, pode possuir o seguinte quadro clínico: Sinais de pós-maturidade; Obstrução de vias aéreas; Desconforto respiratório. lI. Pneumotórax não é uma complicação frequente na síndrome de aspiração meconial. IlI. Ainda que o recém-nascido nasça vigoroso, é obrigatória a visualização da traqueia sob laringoscopia direta e intubação para aspiração traqueal do mecônio espesso. IV. São fatores de risco da síndrome de aspiração meconial, dentre outros: Gestação pós-termo; Pré-eclâmpsia; Hipertensão materna; Diabetes mellitus materno; Crescimento intra-uterino restrito; Perfil biofísica fetal anormal; Oligohidramnia; Tabagismo pesado, doença cardiovascular e respiratória crônica materna; Apgar 5° minuto baixo. Estão corretos os itens:
SAM: Desconforto respiratório + história de mecônio no líquido amniótico; pneumotórax é complicação comum.
A Síndrome de Aspiração Meconial (SAM) é uma causa importante de desconforto respiratório neonatal, associada à presença de mecônio no líquido amniótico. É crucial reconhecer os fatores de risco e o quadro clínico, além de saber que a aspiração traqueal de rotina em recém-nascidos vigorosos não é mais recomendada.
A Síndrome de Aspiração Meconial (SAM) é uma condição respiratória grave que afeta recém-nascidos expostos ao mecônio no líquido amniótico, especialmente em situações de estresse fetal. A presença de mecônio pode levar à obstrução das vias aéreas, inflamação química e inativação do surfactante, resultando em desconforto respiratório significativo. O diagnóstico da SAM é feito pela presença de mecônio no líquido amniótico e o desenvolvimento de desconforto respiratório após o nascimento. Fatores de risco maternos e fetais são cruciais para a identificação de gestações de alto risco. Complicações como pneumotórax e hipertensão pulmonar persistente são frequentes e devem ser monitoradas. O manejo da SAM evoluiu, e as diretrizes atuais enfatizam a não realização de aspiração traqueal de rotina em recém-nascidos vigorosos. O tratamento é de suporte, incluindo oxigenoterapia, ventilação mecânica se necessário, e, em casos graves, óxido nítrico inalatório ou ECMO. A prevenção e o reconhecimento precoce são fundamentais para melhorar o prognóstico.
Os principais fatores de risco incluem gestação pós-termo, pré-eclâmpsia, hipertensão materna, diabetes mellitus materno, crescimento intrauterino restrito e oligohidrâmnio.
O quadro clínico típico envolve desconforto respiratório (taquipneia, gemência, tiragem, cianose), sinais de pós-maturidade e, em casos graves, obstrução de vias aéreas e hipoxemia.
Não. A aspiração traqueal de rotina não é mais recomendada para recém-nascidos vigorosos (bom tônus, choro forte, respiração eficaz) com líquido meconial. É reservada para aqueles que não são vigorosos.
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