HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2025
As alternativas abaixo apresentam fatores de risco para aspiração de mecônio, EXCETO:
Fatores de risco para SAM: sofrimento fetal, pós-datismo, oligoidrâmnio, hipertensão/diabetes materna. Polidrâmnio NÃO é fator.
A Síndrome de Aspiração Meconial (SAM) está associada a condições que causam estresse fetal, como sofrimento fetal e pós-datismo. Polidrâmnio e prematuridade são geralmente protetores ou não são fatores de risco diretos.
A Síndrome de Aspiração Meconial (SAM) é uma condição respiratória grave que afeta recém-nascidos, resultante da inalação de mecônio presente no líquido amniótico. Embora a incidência de líquido amniótico meconial seja de 10-15% dos nascimentos, apenas 5% desses desenvolvem SAM. É uma causa importante de morbimortalidade neonatal, exigindo reconhecimento rápido e manejo adequado, sendo um tema crucial para a pediatria e obstetrícia. A fisiopatologia da SAM envolve a passagem de mecônio para o líquido amniótico, geralmente desencadeada por estresse fetal (hipóxia, acidose). O feto, em resposta ao estresse, pode apresentar gasping intrauterino, aspirando o mecônio. Após o nascimento, o mecônio aspirado pode causar obstrução das vias aéreas (parcial ou total), inflamação química pulmonar, inativação do surfactante e hipertensão pulmonar persistente. Os fatores de risco incluem pós-datismo, sofrimento fetal, oligoidrâmnio, pré-eclâmpsia, hipertensão e diabetes maternas, e tabagismo. O manejo da SAM foca na prevenção e suporte respiratório. A aspiração de mecônio na sala de parto não é mais rotineira para recém-nascidos vigorosos. Em casos de SAM estabelecida, o tratamento inclui suporte ventilatório (CPAP, ventilação mecânica), oxigenação, e, em casos graves, óxido nítrico inalatório ou ECMO. O prognóstico depende da gravidade da aspiração e da presença de complicações como hipertensão pulmonar, sendo a vigilância e intervenção precoces fundamentais.
Os principais fatores de risco incluem sofrimento fetal, pós-datismo (gestação prolongada), oligoidrâmnio, hipertensão materna, diabetes materna, tabagismo materno e corioamnionite. Estes fatores aumentam a probabilidade de passagem e aspiração de mecônio.
O polidrâmnio, que é o excesso de líquido amniótico, tende a diluir o mecônio, diminuindo a concentração e, consequentemente, o risco de aspiração de uma quantidade significativa que cause obstrução ou inflamação pulmonar. É, portanto, um fator protetor ou neutro.
A passagem de mecônio no líquido amniótico geralmente ocorre em resposta a um estresse fetal (hipóxia, acidose). Se o feto aspira esse líquido meconial, pode haver obstrução das vias aéreas, inflamação química e inativação do surfactante, levando a desconforto respiratório grave.
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