DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 42 anos, com diagnóstico recente de síndrome de Asherman, apresenta-se com amenorreia secundária e dor pélvica. Ela tem um histórico de curetagem uterina após aborto espontâneo e relatou episódios frequentes de infecções endometriais antes do diagnóstico. Os exames de imagem mostram adesões endometriais significativas. Qual é a abordagem mais apropriada para o tratamento dessa condição, considerando a necessidade de restaurar a função uterina e alívio dos sintomas?
Síndrome de Asherman → histeroscopia para lise de aderências + terapia hormonal.
A Síndrome de Asherman, caracterizada por aderências intrauterinas, é comumente causada por traumas endometriais (ex: curetagem). O tratamento padrão ouro é a histeroscopia para lise das aderências, seguida de terapia hormonal para promover a regeneração endometrial e prevenir novas sinéquias.
A Síndrome de Asherman é uma condição caracterizada pela formação de aderências ou sinéquias intrauterinas, que podem variar de finas a densas, obliterando parcial ou totalmente a cavidade uterina. É uma causa importante de amenorreia secundária, infertilidade, abortos de repetição e dor pélvica crônica, impactando significativamente a qualidade de vida reprodutiva das mulheres. A etiologia mais comum da Síndrome de Asherman é o trauma endometrial, frequentemente associado a procedimentos como curetagem uterina pós-aborto ou parto, miomectomias histeroscópicas ou infecções endometriais graves. As aderências impedem o crescimento normal do endométrio e podem obstruir o fluxo menstrual, causando dor. O diagnóstico é feito com base na história clínica e confirmado por exames de imagem, sendo a histeroscopia o método padrão ouro para visualização direta e classificação das aderências. O tratamento visa restaurar a anatomia da cavidade uterina e a função endometrial. A abordagem mais eficaz é a histeroscopia cirúrgica para a lise das aderências, seguida de terapia hormonal (geralmente estrogênio em altas doses) para promover a regeneração do endométrio e prevenir a recorrência das sinéquias. O uso de dispositivos intrauterinos ou balões pode ser considerado para manter as paredes uterinas separadas durante o processo de cicatrização.
A principal causa da Síndrome de Asherman são traumas endometriais, como curetagens uterinas pós-aborto ou parto, cirurgias intrauterinas e infecções endometriais graves.
O diagnóstico é suspeitado por amenorreia secundária, infertilidade ou dor pélvica em pacientes com histórico de trauma uterino, e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal, histerossonografia ou, idealmente, histeroscopia diagnóstica.
O tratamento mais apropriado é a histeroscopia cirúrgica para lise das aderências endometriais, seguida de terapia hormonal (geralmente estrogênio e progesterona) para promover a regeneração do endométrio e prevenir a formação de novas sinéquias.
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