SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
Paciente de 25 anos com quadro de amenorréia secundária, referindo ter sido submetida a uma curetagem uterina por abortamento espontâneo há 5 meses. Apenas com esses dados é possível suspeitar de:
Amenorreia secundária + história de curetagem uterina prévia → Síndrome de Asherman (sinéquias intrauterinas).
A Síndrome de Asherman é caracterizada pela formação de aderências ou sinéquias intrauterinas, frequentemente após procedimentos que traumatizam o endométrio, como curetagens uterinas por abortamento ou pós-parto. A amenorreia secundária é o sintoma mais comum, pois as sinéquias impedem o crescimento endometrial e a menstruação.
A amenorreia secundária é a ausência de menstruação por um período de três ciclos ou seis meses em mulheres que já menstruavam. Dentre suas diversas causas, a Síndrome de Asherman (SA) é uma condição importante a ser considerada, especialmente em pacientes com histórico de procedimentos intrauterinos. A SA é caracterizada pela formação de aderências ou sinéquias no interior da cavidade uterina, que podem ser fibrosas, densas ou membranosas. A etiologia mais comum da Síndrome de Asherman é o trauma endometrial, frequentemente decorrente de curetagens uterinas realizadas após abortamentos espontâneos ou induzidos, partos (retenção de restos placentários) ou outras cirurgias uterinas. O trauma na camada basal do endométrio impede sua regeneração normal, levando à formação das sinéquias que obliteram parcial ou totalmente a cavidade uterina, resultando em amenorreia, hipomenorreia, infertilidade e abortos de repetição. O diagnóstico é fortemente sugerido pela história clínica e confirmado por exames de imagem, sendo a histeroscopia o padrão-ouro para visualização e tratamento das sinéquias. Residentes em ginecologia e obstetrícia devem estar aptos a suspeitar e investigar a Síndrome de Asherman em pacientes com amenorreia secundária e histórico de manipulação uterina, a fim de oferecer o tratamento adequado e melhorar o prognóstico reprodutivo.
O sintoma mais comum é a amenorreia secundária ou hipomenorreia. Outros sintomas incluem infertilidade, abortos de repetição e dor pélvica cíclica devido à obstrução do fluxo menstrual.
O diagnóstico é feito principalmente por histeroscopia, que permite a visualização direta das sinéquias. Outros métodos incluem histerossalpingografia e ultrassonografia transvaginal com infusão salina (histerossonografia).
O tratamento consiste na lise histeroscópica das sinéquias, seguida pela inserção de um dispositivo intrauterino (DIU) ou balão para evitar a recorrência das aderências, e terapia hormonal com estrogênio para promover a regeneração endometrial.
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