FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Paciente de 28 anos de idade, que sempre teve ciclos menstruais normais, sofre abortamento espontâneo incompleto na 8ª semana de gestação. É submetida å Winteragem e Curetagem Uterina para remoção dos restos ovulares. Após a Curetagem Uterina, não menstruou mais, está em amenorreia secundária há 2 anos. De acordo com esse enunciado, qual das alternativas abaixo é a Hipótese diagnóstica correta para este caso?
Amenorreia secundária pós-curetagem → Síndrome de Asherman (sinéquias uterinas).
A Síndrome de Asherman é uma condição adquirida caracterizada pela formação de aderências (sinéquias) dentro da cavidade uterina, geralmente após trauma endometrial, como curetagem uterina, levando à amenorreia secundária e infertilidade.
A Síndrome de Asherman é uma condição ginecológica caracterizada pela formação de aderências ou sinéquias intrauterinas, que podem variar de finas a densas e obliterar parcial ou totalmente a cavidade uterina. Sua principal causa é o trauma endometrial, sendo a curetagem uterina pós-abortamento ou pós-parto a etiologia mais comum. Outros fatores de risco incluem cirurgias uterinas, infecções e radioterapia pélvica. Clinicamente, a Síndrome de Asherman manifesta-se principalmente por amenorreia secundária, hipomenorreia, infertilidade e abortamentos de repetição. A paciente da questão, com amenorreia secundária após curetagem, apresenta o quadro clássico. O diagnóstico é feito principalmente pela histeroscopia, que permite a visualização direta das sinéquias, embora a histerossalpingografia e a ultrassonografia transvaginal também possam sugerir o diagnóstico. O tratamento da Síndrome de Asherman consiste na lise histeroscópica das sinéquias, seguida por medidas para prevenir a recorrência, como a inserção de um balão intrauterino ou DIU e terapia hormonal com estrogênio e progesterona. O prognóstico reprodutivo depende da extensão das aderências e da resposta ao tratamento, sendo crucial para residentes reconhecerem essa condição para um manejo adequado.
Os principais sintomas incluem amenorreia secundária ou hipomenorreia, infertilidade, abortamentos de repetição e dor pélvica cíclica, dependendo da extensão das sinéquias.
O diagnóstico é feito principalmente pela histeroscopia, que permite a visualização direta das sinéquias. A histerossalpingografia e a ultrassonografia transvaginal também podem sugerir o diagnóstico.
A curetagem uterina, especialmente se realizada de forma agressiva ou em útero infectado, é a principal causa da Síndrome de Asherman, pois pode causar trauma e inflamação no endométrio, levando à formação de sinéquias.
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