IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
A amenorreia é um sintoma frequente nos consultórios, sobre as patologias que concorrem com este sintoma está correto afirmar:
Síndrome de Asherman = amenorreia por destruição da camada basal do endométrio (aderências intrauterinas).
A síndrome de Asherman é uma causa de amenorreia secundária, caracterizada pela formação de aderências intrauterinas que resultam da destruição da camada basal do endométrio, geralmente após curetagens ou infecções. Isso impede a proliferação endometrial e a menstruação.
A amenorreia, definida como a ausência de menstruação, é um sintoma comum que pode indicar diversas patologias, desde alterações anatômicas a disfunções hormonais complexas. É crucial para o residente de ginecologia e obstetrícia compreender a etiologia e o manejo diferencial das amenorreias primárias e secundárias, pois impactam diretamente a fertilidade e a qualidade de vida da paciente. A Síndrome de Asherman, uma causa importante de amenorreia secundária, é caracterizada pela formação de aderências ou sinéquias intrauterinas, que resultam da destruição da camada basal do endométrio. Essa destruição geralmente ocorre após traumas endometriais, como curetagens uterinas pós-aborto ou pós-parto, infecções uterinas graves ou cirurgias intrauterinas. A fisiopatologia envolve a cicatrização anormal do endométrio, impedindo sua proliferação adequada em resposta aos hormônios ovarianos. O diagnóstico da Síndrome de Asherman é primariamente histeroscópico, permitindo a visualização direta e a lise das aderências. O tratamento visa restaurar a cavidade uterina normal e a função menstrual, e pode incluir terapia hormonal pós-cirúrgica para otimizar a regeneração endometrial. Outras causas de amenorreia, como a Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser (agenesia mülleriana), amenorreia hipotalâmica funcional (induzida por exercício) e hiperprolactinemia, devem ser diferenciadas com base em exames físicos, laboratoriais e de imagem.
A Síndrome de Asherman se manifesta principalmente como amenorreia secundária, hipomenorreia, infertilidade e dor pélvica cíclica, dependendo da extensão das aderências.
O diagnóstico é feito por histeroscopia, que permite visualizar diretamente as aderências intrauterinas. Histerossalpingografia e ultrassonografia transvaginal também podem sugerir o diagnóstico.
O tratamento consiste na lise histeroscópica das aderências, seguida pela colocação de um DIU ou balão intrauterino e terapia hormonal para promover a regeneração endometrial.
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