Síndrome de Asherman: Amenorreia Pós-Curetagem

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 24 anos de idade, que sempre teve ciclos menstruais normais, sofre abortamento espontâneo incompleto na 8a semana de gestação. É submetida a Winteragem e Curetagem Uterina para remoção dos restos ovulares. Após o procedimento, está sem menstruar há 2 anos. De acordo com esse enunciado, qual das alternativas abaixo é a Hipótese diagnóstica para este caso?

Alternativas

  1. A) Sindrome Simmonds
  2. B) Sindrome de Asherman
  3. C) Sindrome de Sheehan
  4. D) Sindrome de Kallman

Pérola Clínica

Amenorreia pós-curetagem → suspeitar Síndrome de Asherman (sinéquias uterinas).

Resumo-Chave

A Síndrome de Asherman é caracterizada pela formação de aderências ou sinéquias intrauterinas, geralmente após procedimentos que traumatizam o endométrio, como curetagem uterina. A amenorreia secundária é um sintoma chave, pois as aderências impedem o crescimento endometrial e o fluxo menstrual.

Contexto Educacional

A Síndrome de Asherman é uma condição ginecológica caracterizada pela formação de aderências ou sinéquias dentro da cavidade uterina, que podem levar a amenorreia, hipomenorreia, dor pélvica crônica e infertilidade secundária. A causa mais comum é o trauma endometrial decorrente de procedimentos intrauterinos, como a curetagem uterina realizada após abortamento espontâneo ou induzido, ou retenção de restos placentários. É crucial para residentes de ginecologia e obstetrícia reconhecer essa condição. A fisiopatologia envolve o dano à camada basal do endométrio, que impede sua regeneração normal e leva à formação de tecido cicatricial fibroso, as sinéquias. Essas aderências podem ser finas ou densas, parciais ou totais, obstruindo a cavidade uterina e impedindo o fluxo menstrual e a implantação embrionária. O diagnóstico é fortemente sugerido pela história de amenorreia ou alterações menstruais após um procedimento uterino e confirmado por histeroscopia. O tratamento da Síndrome de Asherman é cirúrgico, realizado por histeroscopia, onde as aderências são cuidadosamente seccionadas. Após a lise das sinéquias, medidas são tomadas para prevenir a recorrência, como a inserção de um balão intrauterino ou DIU e a administração de estrogênio para promover a cicatrização e regeneração endometrial. O prognóstico reprodutivo depende da extensão das aderências e da resposta ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para a Síndrome de Asherman?

Os principais fatores de risco incluem curetagens uterinas repetidas, curetagem pós-aborto ou pós-parto, infecções uterinas (endometrite) e cirurgias intrauterinas, que podem causar trauma e inflamação do endométrio, levando à formação de aderências.

Como é feito o diagnóstico da Síndrome de Asherman?

O diagnóstico é suspeitado pela história clínica de amenorreia ou hipomenorreia após um procedimento uterino. É confirmado por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal (que pode mostrar alterações endometriais), histerossalpingografia (revelando falhas de enchimento) e, principalmente, histeroscopia diagnóstica, que permite a visualização direta das sinéquias.

Qual o tratamento para a Síndrome de Asherman?

O tratamento consiste na lise histeroscópica das sinéquias (aderências), seguida pela inserção de um balão intrauterino ou DIU para evitar a recorrência das aderências e terapia hormonal (estrogênio) para promover a regeneração endometrial. O objetivo é restaurar a cavidade uterina e a função menstrual e reprodutiva.

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