UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Paciente de 23 anos, 3G3Ab com curetagens uterinas após os abortamentos, todos com 8 semanas de idade gestacional, com amenorreia secundária há 8 meses, desde a última curetagem. Ciclos menstruais prévios regulares, menarca aos 13 anos, exame ginecológico e ultrassom transvaginal recente normais. Considerando a sua principal hipótese diagnóstica para este caso, o cariótipo esperado para esta paciente é:
Amenorreia secundária pós-curetagem com USG normal → Síndrome de Asherman (cariótipo 46 XX).
A Síndrome de Asherman, caracterizada por sinequias uterinas após trauma endometrial (comum após curetagens), é a principal hipótese para amenorreia secundária em paciente com histórico de abortamentos e curetagens, com cariótipo feminino normal (46 XX).
A amenorreia secundária é um desafio diagnóstico na ginecologia, e a história clínica detalhada é fundamental. No caso de uma paciente jovem com histórico de abortamentos e curetagens uterinas, a principal hipótese para amenorreia secundária, especialmente com exames ginecológicos e ultrassonográficos normais (que não avaliam adequadamente a cavidade uterina para sinequias), é a Síndrome de Asherman. Esta síndrome é uma condição adquirida, não genética. A Síndrome de Asherman é caracterizada pela formação de aderências intrauterinas (sinequias) que obliteram parcial ou totalmente a cavidade endometrial, impedindo o fluxo menstrual e a implantação embrionária. O trauma endometrial, mais comumente por curetagem uterina pós-abortamento ou parto, é o principal fator etiológico. A paciente, sendo uma mulher com ciclos menstruais prévios regulares e menarca normal, possui um cariótipo feminino normal, que é 46 XX. O diagnóstico definitivo da Síndrome de Asherman é realizado por histeroscopia, que permite a visualização direta e a lise das aderências. O tratamento consiste na histeroscopia cirúrgica para restaurar a cavidade uterina, seguida de medidas para prevenir a recorrência das sinequias, como o uso de balão intrauterino ou DIU, e terapia hormonal com estrogênio. O prognóstico reprodutivo depende da extensão das aderências e da resposta ao tratamento.
A Síndrome de Asherman é uma condição caracterizada pela formação de aderências ou sinequias dentro da cavidade uterina, geralmente após trauma endometrial, como curetagem uterina, cirurgia histeroscópica ou infecção.
Os sintomas mais comuns incluem amenorreia secundária, hipomenorreia, infertilidade secundária e abortamentos de repetição, dependendo da extensão das aderências.
O diagnóstico é feito por histeroscopia, que permite visualizar as aderências, ou por histerossalpingografia. O tratamento é cirúrgico, por histeroscopia, para lise das sinequias, seguido de medidas para prevenir a recorrência.
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