UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Letícia, 26 anos, apresentou 3 abortos anteriores, todos com curetagem uterina devido a não expulsão do conteúdo uterino, sendo o último há 6 meses, e com quadro de amenorreia secundária desde então. Nega outras queixas. Ao exame físico identificam- se FSH e LH normais. O exame ultrassonográfico não mostra alterações. À histeroscopia identifica-se quadro compatível com síndrome de Asherman. Caso Letícia realize o tratamento para a Síndrome de Asherman, assinale a alternativa que mostra a principal complicação obstétrica em risco, na presença de uma nova gestação:
Síndrome de Asherman (pós-curetagem) → risco ↑ de ruptura uterina e placenta acreta em gestações futuras.
A Síndrome de Asherman, caracterizada por aderências intrauterinas geralmente após curetagens repetidas, pode levar a amenorreia e infertilidade. Após o tratamento (histeroscopia para lise das aderências), uma nova gestação tem risco aumentado de complicações graves, como ruptura uterina e placenta acreta, devido à alteração da arquitetura miometrial e da vascularização endometrial.
A Síndrome de Asherman (SA) é uma condição caracterizada pela formação de aderências ou sinéquias intrauterinas, que podem ser fibrosas, fibro-musculares ou densas. A principal causa é o trauma endometrial, geralmente após curetagens uterinas (pós-aborto ou pós-parto) ou outras cirurgias uterinas, que danificam a camada basal do endométrio. Clinicamente, manifesta-se por amenorreia secundária, hipomenorreia, infertilidade e abortos de repetição. O diagnóstico é suspeitado pela história clínica e confirmado por histeroscopia, que permite visualizar diretamente as aderências. O tratamento consiste na lise histeroscópica das sinéquias, seguida de medidas para prevenir a recorrência, como a inserção de um balão intrauterino ou DIU e terapia hormonal com estrogênio e progesterona para estimular a regeneração endometrial. Embora o tratamento possa restaurar a cavidade uterina e a fertilidade, o útero pode permanecer com alterações na sua arquitetura e vascularização. Em gestações subsequentes, há um risco significativamente aumentado de complicações obstétricas graves, incluindo ruptura uterina (devido à fragilidade da parede uterina nas áreas de cicatrização), placenta acreta (pela implantação anormal da placenta em áreas de endométrio danificado), parto prematuro e aborto espontâneo. O acompanhamento pré-natal dessas pacientes deve ser considerado de alto risco.
A Síndrome de Asherman é mais frequentemente causada por trauma intrauterino, como curetagens uterinas repetidas ou agressivas (especialmente pós-aborto ou pós-parto), infecções uterinas graves (endometrite) e cirurgias uterinas.
As aderências intrauterinas podem causar amenorreia, hipomenorreia, infertilidade (dificultando a implantação embrionária) e abortos de repetição. Após o tratamento, há risco aumentado de complicações como ruptura uterina, placenta acreta e parto prematuro.
O tratamento consiste na lise histeroscópica das aderências (aderesiolise), seguida pela inserção de um balão intrauterino ou DIU e terapia hormonal (estrogênio e progesterona) para promover a regeneração endometrial e prevenir a recorrência das aderências.
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