USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2022
Mulher, 28 anos refere ter sido submetida a curetagem uterina por abortamento de 3 meses de gestação, há 6 meses. Desde o procedimento não apresentou menstruações. Nega gestações anteriores, nega uso de medicamentos ou procedimentos cirúrgicos. Qual é a imagem compatível com a principal hipótese diagnóstica?
Amenorreia pós-curetagem uterina → Síndrome de Asherman (sinéquias intrauterinas).
A Síndrome de Asherman é uma condição caracterizada pela formação de aderências ou sinéquias dentro da cavidade uterina, frequentemente após procedimentos como curetagem uterina. A amenorreia secundária é um sintoma chave, pois as aderências impedem o crescimento e descamação normal do endométrio.
A Síndrome de Asherman, ou sinéquias intrauterinas, é uma condição adquirida caracterizada pela formação de aderências fibrosas dentro da cavidade uterina, resultando em obliteração parcial ou total do útero. Sua prevalência varia, mas é mais comum após procedimentos intrauterinos como curetagem uterina, especialmente se realizada em úteros gravídicos ou infectados. É uma causa importante de amenorreia secundária e infertilidade. A fisiopatologia envolve o trauma do endométrio basal, que leva à cicatrização e formação de aderências. O diagnóstico é fortemente sugerido pela história de amenorreia ou hipomenorreia após um procedimento uterino e é confirmado pela histeroscopia, que permite a visualização direta e classificação das sinéquias. A ultrassonografia transvaginal e a histerossalpingografia podem ser úteis como métodos de triagem. O tratamento visa restaurar a cavidade uterina normal e a fertilidade. Consiste na lise cirúrgica das aderências por histeroscopia, seguida por medidas para prevenir a recorrência, como a inserção de um balão intrauterino ou DIU, e terapia hormonal com estrogênio para promover a regeneração endometrial. O prognóstico reprodutivo depende da extensão das sinéquias e da resposta ao tratamento.
Os principais sintomas incluem amenorreia secundária, hipomenorreia, infertilidade e abortos de repetição, todos relacionados à formação de aderências intrauterinas.
O diagnóstico é primariamente feito por histeroscopia, que permite a visualização direta das sinéquias. A histerossalpingografia e a ultrassonografia transvaginal também podem sugerir o diagnóstico.
O tratamento consiste na lise histeroscópica das aderências (histeroscopia cirúrgica), seguida pela prevenção de novas aderências com uso de balão intrauterino, DIU ou estrogênio.
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