Síndrome de Asherman: Diagnóstico e Manejo da Amenorreia

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022

Enunciado

Paciente, 30 anos, queixa-se de amenorreia após uma curetagem uterina para tratamento de sangramento pós-parto. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Disgenesia gonadal.
  2. B) Síndrome de Sheehan.
  3. C) Síndrome de Asherman.
  4. D) Síndrome de Kallmann.

Pérola Clínica

Amenorreia pós-curetagem uterina → Síndrome de Asherman (sinequias intrauterinas).

Resumo-Chave

A Síndrome de Asherman é caracterizada pela formação de aderências ou sinequias intrauterinas, geralmente após trauma endometrial como curetagem uterina, resultando em amenorreia secundária e, por vezes, infertilidade.

Contexto Educacional

A Síndrome de Asherman é uma condição ginecológica caracterizada pela formação de aderências ou sinequias dentro da cavidade uterina, resultando na obliteração parcial ou total do útero. É uma causa importante de amenorreia secundária, hipomenorreia, infertilidade e abortos de repetição. Sua etiologia mais comum é o trauma endometrial, frequentemente associado a curetagens uterinas realizadas para aborto incompleto, aborto retido ou sangramento pós-parto. A fisiopatologia envolve a lesão da camada basal do endométrio durante o procedimento, que impede sua regeneração normal e leva à formação de tecido cicatricial fibroso. Este tecido forma as aderências que podem variar de finas e membranosas a densas e fibrosas, obstruindo a cavidade uterina e impedindo o fluxo menstrual e a implantação embrionária. O diagnóstico é fortemente sugerido pela história clínica de amenorreia ou alterações menstruais após um procedimento uterino. A histeroscopia é o método diagnóstico padrão-ouro, permitindo a visualização direta e a classificação das aderências, além de possibilitar o tratamento cirúrgico. Outros exames como a histerossalpingografia e a ultrassonografia transvaginal também podem auxiliar. O tratamento consiste na lise histeroscópica das aderências, seguida por medidas para prevenir a recorrência, como a inserção de um DIU ou balão intrauterino e terapia hormonal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento da Síndrome de Asherman?

O principal fator de risco é qualquer procedimento intrauterino que cause trauma ao endométrio, como curetagem uterina (especialmente após aborto ou parto), miomectomia histeroscópica ou infecções uterinas graves.

Como é feito o diagnóstico da Síndrome de Asherman?

O diagnóstico é suspeitado pela história clínica de amenorreia ou hipomenorreia após um procedimento uterino. A confirmação é feita por histeroscopia, que permite visualizar diretamente as aderências, ou por histerossalpingografia.

Qual a principal complicação da Síndrome de Asherman, além da amenorreia?

Além da amenorreia ou hipomenorreia, a infertilidade é uma complicação significativa, pois as aderências podem impedir a implantação do embrião ou o transporte de gametas. Complicações obstétricas futuras também podem ocorrer.

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